Não se pode servir a Deus e a Mamon

“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon”. (Lucas, 16: 13)

Deus não condena a riqueza e tampouco o rico, ou a pobreza e o pobre. O que se condena é o mau uso dos bens que Deus nos dá como instrumento de progresso próprio e de amor ao próximo pela ação da caridade, seja rico ou pobre. A riqueza como prova associa-se aos talentos que Deus nos empresta para a prática do bem, servindo.

Deus reparte igualmente com todos os seus dons; a uns dá mais, a outros dá menos, sempre de acordo com a capacidade de cada um. A uns dá dinheiro, a outros sabedoria, a outros dons espirituais, e, finalmente, a outros concede todas essas dádivas reunidas.

Mamon pode simbolizar dinheiro, riqueza material, cobiça, ganância, avareza ou “senhor da avareza” dominando as almas com saco de moedas. Aqui, Mamon representa as paixões inferiores e as coisas materiais supérfluas que, pelo fascínio exercido, podem arrastá-las a grandes desarmonias espirituais e quedas morais significativas.

O melhor emprego da riqueza divina está nas palavras do Mestre: “amai-vos uns aos outros”. Elas guardam o segredo do bom emprego da riqueza divina. Quem ama o próximo pela caridade emprega a riqueza que mais agrada a Deus. É a riqueza das boas obras.

A pobreza é prova de paciência e resignação. Já a riqueza é prova de caridade e abnegação. Mas, a riqueza não é fácil de ser suportada, pois pode estimular a exacerbação das más tendências e o predomínio das paixões inferiores. Pelo abuso, o homem torna-se pernicioso daquilo que lhe poderia ser de maior utilidade para produzir o bem.

Os bens da Terra pertencem a Deus, sendo o homem o administrador desses bens, pois não constituem propriedade individual. Os bens materiais aqui ficam. Logo, não devemos ser depositários e administradores infiéis dos bens transitórios concedidos por Deus, utilizando-os unicamente para a satisfação do nosso egoísmo e orgulho. Assim, é preciso livrar-se do Mamon que domina e escraviza o Espírito invigilante, pois não se pode servir a dois senhores.

Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

KARDEC, Allan; Tradução de Guillon Ribeiro. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

SCHUTEL, Cairbar. Parábolas e Ensino de Jesus. 1ª Edição. Matão/SP: Gráfica da Casa Editora o Clarim, 1928.

MOURA, Marta Antunes de Oliveira de (Organizadora). Estudo aprofundado da doutrina espírita: Ensinos Estudo aprofundado da doutrina espírita: Ensinos e parábolas de Jesus – Parte I. Orientações espíritas e sugestões didático pedagógicas direcionadas ao estudo do aspecto religioso do espiritismo. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2016.

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