Domicílios espirituais (Emmanuel)

“Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se (não fosse assim) não teria dito que vou preparar um lugar para vós. (João 14: 2)

Entretanto viverás naquela que houveres erguido para ti mesmo, segundo o ensinamento do próprio Mestre, que manda conferir a cada um de acordo com as próprias obras.

Repara, pois, como te situas no campo do mundo, compreendendo que o teu sentimento é a força a impelir-te para os círculos superiores ou para as esferas inferiores, onde tecerás o próprio ninho.

Não te valhas, assim, da palavra para menosprezar as tarefas de teus irmãos, nem para reprovar as aflições que vergastam a Terra.

Não te aproveites do conhecimento para condenar ou para destruir e nem procures nas mãos do Cristo o martelo com que derribes, desapiedado, os domicílios alheios.

Não exibas a virtude nos gestos exteriores, porque a víbora da vaidade pode ferir-te quando suponhas colher as flores de imaginária vitória, e nem desejes a frente avançada no combate da purificação, com o desprestígio e a derrocada dos outros, porque é possível o teu apressado recuo para retificar decisões.

Lembremo-nos de que não há céu para quem não edificou o paraíso em si mesmo, e aprendamos, sobretudo, a sentir com o amor, a fim de que o amor nos eduque para a extinção das trevas.

Os perversos moram nos fojos do crime e os criminosos esbarram sempre nas furnas de tardio arrependimento.

Aqueles que abusam dos recursos divinos que o Senhor lhes empresta, estagiam nos desvãos do desequilíbrio e os desequilibrados se deterão, por fim, nos redutos da enfermidade.

Os desertores da luz jazem domiciliados nas sombras e os habitantes das sombras demoram-se em lamentável cegueira de espírito.

As almas cristalizadas na crueldade estacionam nas enxovias do orgulho e do egoísmo e os devotos do egoísmo e do orgulho acabam despertando nos despenhadeiros da morte.

Observa, desse modo, a natureza do teu campo íntimo e acautela-te para o futuro, porque, sem dúvida, há inúmeras moradas no universo infinito, mas viverás escravo ou senhor no templo do bem ou no cárcere do mal que tiveres escolhido para a tua residência nos caminhos da vida eterna”. (Espírito Emmanuel, na psicografia de Francisco Cândido Xavier. Reformador. fev. 1957, p. 33)

Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

EMMANUEL (Espírito); Saulo Cesar Ribeiro da Silva (Coordenação). O Evangelho por Emmanuel: comentários ao evangelho segundo João.  1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2017.

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