Deus e o infinito (O Livro dos Espíritos)

1. Que é Deus?

“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.1 (Vide Nota Especial nº 1, da Editora (FEB), à pág. 604.)

2. Que se deve entender por infinito?

“O que não tem começo nem fim: o desconhecido; tudo o que é desconhecido é infinito”.

3. Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?

“Definição incompleta. Pobreza da linguagem humana, insuficiente para definir o que está acima da linguagem dos homens.”

Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa pela coisa mesma, é definir uma coisa que não está conhecida por uma outra que não o está mais do que a primeira.

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Nota de rodapé:

1 O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram. Para destacar as notas e explicações aditadas pelo autor, quando haja possibilidade de serem confundidas com o texto da resposta, empregou-se um outro tipo menor. Quando formam capítulos inteiros, sem ser possível a confusão, o mesmo tipo usado para as perguntas e respostas foi o empregado.

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NOTA ESPECIAL Nº 1 (à 34ª edição, em 1974), a que faz remissão à pág. 51: A definição dada na resposta à questão nº 1 de O Livro dos Espíritos – cause première – vem sendo tradicionalmente registrada nas traduções publicadas pela FEB, ou sob sua licença e responsabilidade, em língua portuguesa, como causa primária, embora haja quem prefira grafá-la como causa primeira, solução alternativa para mero caso de semântica. Além da de Guillon Ribeiro, foram examinadas as traduções das edições publicadas em 1904 e 1899, bem assim a de Fortúnio – pseudônimo de Joaquim Carlos Travassos – (B. L. Garnier, Editor, Rio, 1875), que é a da 1ª edição em língua portuguesa lançada no Brasil (vide Reformador de 1952, págs. 98/99, e de 1973, págs. 230 e segs.), todas norteadas por idêntico critério quanto ao detalhe citado. Com os melhores dicionaristas, no caso, está Domingos de Azevedo, autor do Grande Dicionário Francês-Português, Livraria Bertrand, Lisboa, 1952, 2º volume, pág. 1160: “premier, ière (…) || Fig. La cause première, a causa primária, Deus.”

Bibliografia:

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Livro dos Espíritos. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

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