A dinâmica e a progressividade das revelações espíritas (Palestra no GEABL, em 20 JAN 22)

Para assistir a palestra, clicar no ícone abaixo do YouTube do GEABL.

A dinâmica e a progressividade das revelações espíritas | Juan Carlos Orozco, dia 20/1 às 20h.

A palestra poderá ser assistida no Salão do Bloco A do Grêmio Espírita Atualpa Barbosa Lima (com lotação máxima de 30% da capacidade normal, respeitando o período de quarentena) ou Online nas redes sociais facebook e youtube e pelo site http://www.atualpa.org.br

Acompanhe a nossa programação toda segunda e quinta, 20h e domingos, 9h nas redes sociais facebook e youtube.

Arquivo em PDF da apresentação em PowerPoint.

A seguir o texto da palestra

A dinâmica e a progressividade das revelações espíritas

Agradeço ao Grêmio Espírita Atualpa Barbosa Lima por mais esta oportunidade disponibilizada para me dirigir aos frequentadores do Grêmio e realizar esta palestra sobre “A dinâmica e a progressividade das revelações espíritas”, que tem como foco o texto apresentado no concurso “A Doutrina Explica”, de 2020, cujo título é “Os teoremas da incompletude de Gödel”.

Que, nesta noite, possamos trazer significativas reflexões, ensinamentos edificantes, esclarecimentos, além de palavras de fé, esperança e consolo para todos nós.

As principais ideias a serem abordadas são:

  • Os teoremas da incompletude de Gödel
  • Diversos tipos de revelações
  • As três revelações
  • Caraterísticas das revelações espíritas
  • Controle da veracidade das revelações espíritas

Os teoremas da incompletude de Gödel

Participei do concurso “A Doutrina Explica” com o artigo “Os teoremas da incompletude de Gödel”, matéria publicada na revista Super Interessante, de novembro de 2020, pelo articulista Bruno Vaiano.

Kurt Gödel, filósofo, matemático e lógico austríaco, naturalizado norte-americano, em 1931, demonstrou que a aritmética sempre vai padecer das seguintes limitações: será incompleta diante de teoremas que são verdades, mas não podem ser provados; ou será inconsistente em face de contradições, tornando-os verdadeiros e falsos ao mesmo tempo.

O natural é pensar que se a afirmação não pode ser provada, ela é falsa, pois tudo pode ser provado. Contudo, se a afirmação é falsa isso significaria que ela pode ser provada. Mas ela não pode ser provada. Daí deduzir que ela só pode ser verdadeira.

Gödel ainda esboçou uma prova lógica da existência de Deus, mas não a publicou com medo de ser mal interpretado.

No final do trabalho, concluo que a Doutrina Espírita também tem as suas incompletudes diante de certos fenômenos da Natureza, cujas verdades ainda não podem ser provadas, mas que serão completadas conforme a nossa evolução intelectual, moral e espiritual, que impulsionarão a capacidade de assimilação de novos conhecimentos que suportarão o nosso progresso rumo à perfeição relativa à qual a Humanidade está destinada.

A questão 1, em “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, traz a definição de Deus: “… inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.

Na questão 3, há o alerta de que a linguagem humana é pobre e insuficiente para se definir o que está acima da linguagem dos homens, porquanto somente em um estágio evolutivo mais avançado é que poderemos ter uma melhor definição de Deus.

Assim, pela Doutrina Espírita, teremos uma melhor definição de Deus, conforme evoluirmos intelectual, moral e espiritualmente.

Na questão 2, em “O Livro dos Espíritos”, temos a definição de infinito: “O que não tem começo nem fim: o desconhecido; tudo o que é desconhecido é infinito”.

Em seguida, na questão 3, Kardec comenta: “Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração”.

Da mesma forma para a eternidade, pois “Deus é eterno, isto é, não teve começo e não terá fim”.

Para nós, seres humanos, difícil entender algo que não teve começo e tampouco terá fim.

O Espiritismo prova a imortalidade do Espírito em suas diversas manifestações e comunicações, mas a sua criação é desconhecida.

Na questão 83, em “O Livro dos Espíritos”, Kardec pergunta se os Espíritos têm fim, pois para ele era difícil conceber como algo que teve começo não possa ter fim.

A resposta dos Espíritos é que há muitas coisas que não compreendemos, porque a nossa inteligência é limitada, mas não podemos repelir a verdade, e encerra: “Dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim. É tudo o que podemos, por agora, dizer”.

Logo, a Doutrina Espírita prova a imortalidade do Espírito, mas não tem a revelação de como ele foi criado.

Assim, as nossas reflexões, dessa noite, terão como foco revelações, verdades, dinâmica, progressividade e mecanismos de controle da veracidade das revelações espíritas, o que veremos a seguir.

Diversos tipos de revelações

Para um melhor entendimento em nossa abordagem, oportuno esclarecer algumas definições a respeito dos diversos tipos de revelações, principalmente para se evitar equívocos conceituais do que se vai apresentar, em especial com as revelações espíritas.

Desde os primórdios da Humanidade, revelações de toda ordem ocorreram e continuam a ocorrer, porque elas estão relacionadas ao ato de revelar, desvendar, divulgar ou declarar algo desconhecido, ignorado, secreto, oculto. Assim, temos:

Revelações em geral, de toda ordem e natureza.

Revelações científicas têm apoio na Ciência, a qual tem realizado grandes progressos com as suas descobertas, invenções e entendimentos dos fenômenos e das leis que regem a Natureza, chegando a resultados jamais alcançados pela Humanidade.

Revelação religiosa expressa a manifestação da vontade de Deus, desvendando aos homens conhecimentos essenciais à sua melhora moral e espiritual. Nesse sentido, a revelação divina, considerada como tal, tem que ser verdadeira.

Destaca-se que a revelação religiosa se manifesta aos homens pelos próprios homens, porquanto todas as crenças têm os seus reveladores, mensageiros, missionários ou profetas, que transmitiram mensagens, orientações e instruções a respeito de conceitos e práticas religiosas.

Revelações dos Espíritos, de forma genérica, são oriundas de todas as categorias de Espíritos, quer sejam eles superiores, benfeitores ou inferiores, bons ou ruins.

Revelação espírita, Espiritismo ou Doutrina Espírita é representada pela Codificação Espírita, de Allan Kardec, a 3ª Revelação presidida pelo Espírito de Verdade, com o auxílio de Espíritos Superiores, desvendando as coisas espirituais que o homem não pode descobrir por si mesmo.

Ela é produto da construção coletiva, formado pelo conjunto dos seres do mundo espiritual, cada um trazendo o tributo de suas luzes aos homens, para lhes tornar conhecido esse mundo e a sorte que os espera.

Revelações espíritas, no plural, referem-se à dinâmica e à progressividade dessas revelações, englobando a Codificação Espírita e os conhecimentos e esclarecimentos posteriores, advindos da literatura espírita complementar.

Isso porque a Doutrina Espírita não foi ditada completa, nem imposta à crença cega, porque é deduzida, pelo trabalho do homem, da observação dos fatos que os Espíritos põem sob os olhos e das instruções que dão.

Essas revelações são incessantes, complementares e acumulativas de conhecimentos, sendo transmitidas por diversos meios e médiuns.

Pode-se dizer que as revelações espíritas seguem um plano divino de evolução da Humanidade, o que precisamos para o progresso moral e espiritual rumo à perfeição.

As três revelações

Kardec, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, no Capítulo I, em “Não vim destruir a lei”, esclarece sobre as três revelações: Moisés, Cristo e Espiritismo.

Moisés (1ª Revelação)

Moisés revelou aos homens a existência de um único Deus, criador de todas as coisas, lançando as bases da verdadeira fé. O decálogo trouxe mandamentos de acordo com o estágio evolutivo do povo hebreu da época.

Além da lei divina, Moisés promulgou a sua lei civil ou disciplinar, para conter, pelo temor, seres truculentos, indisciplinados e arraigados em abusos e preconceitos adquiridos durante a escravidão do Egito.

Os escribas e os doutores ensinavam as leis de Moisés e as interpretavam para o povo.

Reinava a ideia de um Deus terrível para imprimir autoridade à lei e para impressionar pessoas ignorantes, de sensos moral e de justiça pouco desenvolvidos.

O Messias deveria ser um libertador do povo de Israel contra a dominação romana.

Cristo (2ª Revelação)

Jesus Cristo trouxe a Boa Nova, dotado de plena autoridade divina para suprir a Humanidade de recursos para a sua redenção espiritual, cujos ensinamentos e exemplos revelam-no como Governador Angélico do planeta Terra.

Veio um Messias simples, humilde e fraterno, que consolava os aflitos e necessitados.

Jesus revelou um Deus amoroso, bondoso, justo e misericordioso, que liberta o homem das orientações de temor e vingança.

Depois de Jesus, a orientação deixa de ser o que não se deve fazer, mas sim o como agir.

O Cristo ensinou a lei maior do amor: “Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo”.

O amor a Deus não pode se dar sem o amor ao próximo em toda a sua abrangência. Cristo ensinou, pelo exemplo, o modelo de amor divino.

O seu Evangelho é o maior código moral existente, ensinando a colocar em prática a lei de Deus.

No Sermão da Montanha, o Cristo disse que não veio destruir a lei divina, mas dar o seu cumprimento, desenvolvê-la e dar-lhe o verdadeiro sentido.

Jesus, a serviço da lei de Deus, confirmou a sua imutabilidade, ao mesmo tempo em que se opunha às falsas interpretações da lei, à idolatria, aos abusos das práticas exteriores do culto e das cerimônias, dentre outras, desviando-se dos legítimos ensinamentos divinos.

O Cristo revelou a verdade divina pela Palavra que liberta a todos que creem e praticam os seus ensinamentos e exemplos como roteiros de vida, conduzindo-os pelo caminho do progresso moral e espiritual.

Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida que conduz ao Pai.

Jesus disse mais: “ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de Verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir” (João 16: 12-13).

Essas palavras foram ditas porque, naquele momento, eles não podiam suportar revelações e verdades que somente o tempo possibilitaria, após certo desenvolvimento da inteligência e da moral.

As aquisições de virtudes são conquistas individuais, alcançadas por meio de provações e aprendizados construtivos em sucessivas experiências vividas, um processo longo e contínuo do que o Espírito ainda necessita de burilamento.

Espiritismo (3ª Revelação)

O Espiritismo veio, na época predita, cumprir a promessa do Cristo, pois se tivesse vindo antes das descobertas científicas, teria malogrado, como tudo quanto surge antes do tempo.

O Espiritismo, como o Consolador Prometido, é a terceira revelação, obra coletiva dos Espíritos que participaram da sua Codificação, vozes do Céu que contaram com o auxílio de incontáveis médiuns, de maneira universal, transmitindo as mesmas mensagens.

O Espiritismo tem Jesus como modelo e guia da Humanidade, porquanto o Cristo representa o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra: “A moral que os Espíritos ensinam é a do Cristo, em virtude de não haver outra melhor” (A Gênese).

No centro das três revelações, encontra-se Jesus Cristo, como o fundamento de toda a luz e de toda a sabedoria.

A Ciência Espírita veio a partir de Allan Kardec, que se dedicou de corpo e alma na elaboração da Codificação Espírita, passando a analisar os fatos espíritas sob o rigor da metodologia científica e dos princípios filosóficos.

Com objetos distintos, Espiritismo e Ciência completam-se, agregando conhecimentos advindos das revelações espirituais transmitidas por Espíritos superiores e das leis que regem as relações do mundo corpóreo com o mundo espiritual, que são leis da Natureza, trazendo luz aos fenômenos incompreendidos pelo homem.

O Universo tem um princípio inteligente regendo tudo que existe. Da ação simultânea dos princípios material e inteligente, nascem fenômenos que são inexplicáveis se não considerar um dos dois. Nada é por acaso!

Características das revelações espíritas

A principal caracteriza da revelação espírita é o fato de ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem.

Assim, a revelação espírita tem que ser verdade para ser acatada e divulgada. Toda revelação desmentida pelos fatos não pode ser atribuída a Deus.

Como dito, as revelações espíritas são incessantes, complementares e acumulativas de conhecimentos, acompanhando as evoluções intelectual e moral do ser humano.

A pressa do ser humano está relacionada à sua preocupação com o tempo material, contudo evoluímos moralmente segundo o tempo espiritual diante da eternidade divina e sem violar o livre arbítrio.

Devemos considerar na equação evolutiva a imortalidade do Espírito. Para a renovação íntima e regeneração moral, Deus espera o tempo que for preciso.

As revelações são transmitidas por Espíritos esclarecidos no cumprimento de missão específica para ensinar os homens a respeito de verdades que eles não conseguiriam ou demorariam a alcançar.

A revelação espírita tem por proposta reviver e explicar os ensinamentos de Jesus, esclarecer o ser humano a respeito da sua origem, por que motivo se encontra aqui, qual a sua destinação após a morte do corpo físico, desvendar o mundo invisível, suas relações com o mundo visível, bem como a natureza e o estado dos seres que o habitam.

Controle da veracidade das revelações espíritas

Importante identificar alguns controles de veracidade das revelações dos Espíritos para não se desviar do caminho que conduz ao Pai, principalmente nos momentos atuais em que recebemos informações de diferentes origens sem saber se são verdades.

As comunicações dos Espíritos podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas, de acordo com a natureza daqueles que se manifestam.

Para garantir a veracidade, Kardec estabeleceu controle universal dos ensinos dos Espíritos pela universalidade e pela concordância das revelações dos Espíritos, que eles façam espontaneamente, mediante grande número de médiuns, estranhos entre si, e de vários lugares.

Por conseguinte, revelação de único Espírito não garante a sua origem, pois seria preciso acreditar na palavra daquele que a revela.

Deve-se submeter, ainda, a revelação de qualquer Espírito à razão, porquanto toda teoria que contrarie o bom senso, a lógica e os conhecimentos adquiridos deve ser rejeitada.

Isso porque não somente os Espíritos superiores se manifestam, mas igualmente os de todas as categorias, inclusive os Espíritos inferiores.

Por mais adiantado que seja um Espírito, ele não detém toda a verdade, pois cada um tem certo nível de conhecimento proporcional à sua evolução intelectual, moral e espiritual.

Mas, todos Espíritos de diferentes graus de elevação podem ensinar ou revelar coisas que ignoramos e que sem eles nunca saberíamos.

Os Espíritos bons e superiores utilizam linguagem concisa, despida de redundância, digna, nobre, lógica e isenta de contradição.

Suas mensagens atraem para o bem, dão confiança, consolo, fé, alegria, coragem e resignação para suportar as provas e expiações.

Dos Espíritos inferiores, há o vácuo de ideias e quase sempre é preenchida pela abundância de palavras.

Esses Espíritos nos impelem para o mal, deixam-nos aflitos, ansiosos, deprimidos, derrubando-nos em nossas provas e expiações.

Por essa razão, Kardec recomenda prudência para aceitar sem exame tudo o que vem dos Espíritos, pois é preciso conhecer o caráter com quem nos comunicamos.

Mensagem final

O Espírito Emmanuel, no livro “Verdade e amor”, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, no texto “Amor e verdade”, sintetiza: “A Verdade é Luz. Entretanto, o Amor é a própria Vida.”

No mesmo livro, Emmanuel, em “Verdade e amor”, disse: “Ama, desta forma, hoje e sempre!… Ama, auxiliando e servindo, aprendendo e sublimando, e assimilarás a excelsa lição do Amigo invariável que, à frente da Verdade, colocou o Sol divino do Amor, para que nossas almas não se percam nas sombras da peregrinação redentora, sustentando-se em plena ascensão para a vida eterna.”

Em tão poucas palavras, Emmanuel resume as nossas tarefas na busca da perfeição, tendo o Mestre Jesus como modelo, guia e roteiro de vida a caminho do Pai.

Esses textos colocam verdade e amor lado a lado, como essenciais e complementares para se empreender caminhadas de sublimes aprendizados, serviços e progressos.

Jesus revelou a verdade divina pela Palavra que liberta aqueles que creem e praticam os seus ensinamentos e exemplos como roteiros de vida.

A verdade nos libertará à medida que evoluirmos e adquirirmos a capacidade de compreendê-la no serviço dignificante da prática do bem, do amor e da caridade junto aos nossos semelhantes.

Assim, conhecer a verdade tem sentido mais profundo, precisando ser penetrada e assimilada para favorecer o combate das nossas imperfeições, passando pelas provas evolutivas que Deus nos impõe rumo à perfeição relativa à Humanidade.

Não seremos libertos pelas verdades provisórias puramente humanas de que sejamos detentores. Devemos nos colocar como seres receptivos para a verdade divina, única, absoluta, eterna e imutável.

A libertação pela verdade é longo processo pelo trabalho incessante na prática do amor ao próximo como a si mesmo. A prática do amor incondicional, sem esperar retribuição, reconhecimento e gratidão. É o amor pelo amor, que perdoa, faz caridade, tem misericórdia e piedade, não é orgulhoso e tampouco egoísta.

À medida que o ser humano busca planos mais elevados da vida, o amor transcende assumindo outras modalidades de amor, chegando até a amar como Jesus amou. Do amor ao próximo até amar os inimigos, mede-se a evolução moral, donde decorre o grau da perfeição.

Iluminados pela verdade, seremos instrumentos divino, cooperando na obra de elevação intelectual, moral e espiritual do mundo.

Nesse momento de transição planetária, permanecendo na Palavra e conhecendo a verdade divina que liberta a alma, a perseverança e a vigilância surgem como essenciais preceitos de conduta nas lutas renovadoras, das quais somos convocados a fazer as escolhas mais acertadas em prol dos mais elevados sentimentos de fraternidade universal, pela prática da caridade para com nós mesmos e aos nossos semelhantes.

Com fé em Deus, confiança no amor do Cristo e entregando-se ao trabalho de renovação espiritual, com bom ânimo, alcançaremos a força espiritual necessária para superar as montanhas de dificuldades que surgem no caminho.

É preciso resistir e manter-se vigilante no combate aos vícios, às más paixões e à cegueira para as verdades divinas, pois larga é a porta da perdição e estreita a porta da salvação.

Por isso muita atenção nesse momento de mudanças, pois surgirão falsos profetas que seduzirão muitas pessoas com falsas verdades, mas aquele que perseverar até o fim se salvará.

Na noite de hoje, refletimos sobre a dinâmica e a progressividade das revelações espíritas, distinguindo as revelações boas das ruins, pelos mecanismos de controle da veracidade das comunicações espirituais.

Isso porque são inúmeras as comunicações, mensagens, revelações espirituais ou textos psicografados, atribuídos a certos Espíritos, conhecidos ou não, em que ficamos com dúvidas, até mesmo receosos, para acreditar quanto à sua autoria, confiabilidade e veracidade, dadas as circunstâncias e os contextos em que elas ocorrem.

Não raro, as denominadas “comunicações ou revelações” circulam por diversos meios de divulgação e são submetidas às nossas apreciações e análises, inclusive, dependendo de como as recebemos, influenciando as nossas vidas. Além disso, muito delas nos deixam aflitos, ansiosos e angustiados.

Devemos confiar nos conteúdos de todas essas comunicações?

A indagação é oportuna, particularmente diante de tantas mensagens chamadas de “fake news”, repassadas sem exame e responsabilidade quanto aos seus conteúdos, cujas origens nem sempre são identificadas e tampouco confiáveis. Por isso, Kardec recomendou prudência para aceitar sem exame tudo o que vem dos Espíritos.

Por tudo isso, devemos orar, perseverar e vigiar para nos manter no caminho do bem e resistir às tentações, até o último momento de nossa existência terrena, pois, somente assim, os últimos serão os primeiros, e, diante dos inúmeros chamamentos, nos colocaremos na condição de escolhidos.

A verdade divina é uma só! Ela é a mesma do passado, presente e futuro.

Bibliografia

BIBLIA SAGRADA.

EMMANUEL (Espírito); na psicografia de Francisco Cândido Xavier. Verdade e amor.  1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2015.

KARDEC, Allan; tradução de Evandro Noleto Bezerra. A Gênese. 2ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2013.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Livro dos Espíritos. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

KARDEC, Allan; tradução de Evandro Noleto Bezerra. O que é o Espiritismo. 2ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2017.

MOURA, Marta Antunes de Oliveira de (Organizadora). Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita: Filosofia e ciência espíritas. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2017.

VAIANO, Bruno. Revista Super Interessante: Os teoremas da incompletude de Gödel. 421ª Edição. São Paulo/SP: Abril Editora, novembro de 2020.

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