Amor e renúncia (palestra no GEABL, em 12 JAN 2023)

Para assistir a palestra, clicar no ícone abaixo do YouTube do GEABL.

Arquivo em PDF da apresentação em PowerPoint.

Arquivo da apresentação em PowerPoint.

A seguir o texto da palestra

Amor e renúncia (palestra)

Palavras iniciais

O tema, de hoje, abordará o texto “Amor e renúncia” do Espírito Humberto de Campos, do livro “Boa Nova”, Capítulo 12, na psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Em vários textos religiosos e na literatura espírita, encontramos as palavras “amor” e “renúncia” por diversas vezes e, num automatismo de leitura, não paramos para pensar e refletir sobre os reais significados delas juntas, como veremos nesse tema.

O texto de Humberto de Campos narra o diálogo entre Jesus e Pedro, na casa do Apóstolo em Cafarnaum, logo depois de uma reunião no lago com populares, em que o Cristo proferiu comentários luminosos acerca dos mandamentos de Moisés.

O autor coloca frente a frente “amor e renúncia”, passando a mensagem de que a prática do amor verdadeiro, puro e divino exige fé, confiança, coragem, esforço, sacrifício, sofrimento, renúncia e trabalho edificante, pois todos eles estão intimamente ligados para impulsionar a evolução moral e espiritual, de acordo com os propósitos de Deus.

Depois de ler e reler o texto de Humberto de Campos, podemos estabelecer uma relação: “amor e renúncia” e “nada é por acaso”.

Isso porque a nossa vida tem sentido existencial, propósito e finalidade para atender à vontade de Deus na construção da vida futura, no âmbito da fraternidade universal.

Dúvidas de Pedro e nossas dúvidas

Pedro caminhava com dúvidas até a sua casa, acompanhado do Mestre.

O Cristo percebendo a inquietude do discípulo, estimula-o a falar.

Pedro pergunta: Senhor, em face dos vossos ensinamentos, como deveremos interpretar a vossa primeira manifestação, transformando a água em vinho, nas bodas de Caná? Não se tratava de uma festa mundana? O vinho não iria cooperar para o desenvolvimento da embriaguez e da gula?

Pedro desejava esclarecimentos sobre o primeiro milagre de Jesus, que transformou água em vinho nas bodas de Caná, cuja percepção relacionava aquele fato a uma festa mundana, pois que o vinho poderia estimular a embriagues e a gula dos convidados. Era difícil para Pedro colher os ensinamentos daquelas bodas.

As dúvidas de Pedro não são diferentes das nossas, pois também temos dificuldades para compreender muitas passagens evangélicas e obter os seus verdadeiros significados para as nossas vidas.

Não raro, deparamo-nos com intepretações equivocadas do Evangelho que conflitam com outros ensinamentos do Mestre. E o texto de Humberto de Campos aborda essas questões.

O Espiritismo procura afastar, em seus estudos doutrinários, o sentido literal das interpretações dos textos evangélicos, abandonado fórmulas, dogmas e outras visões que distorcem os reais ensinamentos deixados pelo Cristo.

Para facilitar o entendimento de “Amor e renúncia”, dividiremos a abordagem por lições do diálogo ocorrido entre Jesus e Pedro.

1ª Lição: as bodas de Caná e os laços afetivos de união na Terra.

Compreendendo a dúvida de Pedro, Jesus disse:

“– Simão (…), conheces a alegria de servir a um amigo? (…)

As bodas de Caná foram um símbolo da nossa união na Terra. O vinho, ali, foi o bem da alegria com que desejo selar a existência do Reino de Deus nos corações. Estou com os meus amigos e amo-os a todos. Os afetos da alma, Simão, são laços misteriosos que nos conduzem a Deus. Saibamos santificar a nossa afeição, proporcionando aos nossos amigos o máximo da alegria; seja o nosso coração uma sala iluminada onde eles se sintam tranquilos e ditosos. Tenhamos sempre júbilos novos que os reconfortem, nunca contaminemos a fonte de sua simpatia com a sombra dos pesares! As mais belas horas da vida são as que empregamos em amá-los, enriquecendo-lhes as satisfações íntimas.”

Reflexões da 1ª lição:

Em várias passagens evangélicas, para falar da conquista do reino de Deus, o Mestre fez analogia com o ritual do casamento judaico da época, em que as bodas representavam a festa de alegria pela união dos seres com o Criador.

Haroldo Dutra Dias, em seu livro “Parábolas de Jesus: texto e contexto”, na “Introdução”, esclarece:

“Jesus compunha suas peças pedagógicas com elementos extraídos do cotidiano daquele tempo, não do nosso. (…) É preciso viajar no tempo. Há dois mil anos… (…)

A perspectiva de Jesus é a dos Espíritos Puros, em plena comunhão com Deus.”

Mais adiante diz: “De acordo com essa rica tradição (judaica), a união plena da criatura com seu Criador é simbolizada por um casamento, precedido de contagiante e alegre festim de bodas.”

Em outras passagens, o Cristo fez referência ao simbolismo do pão e do vinho como alimentos do Espírito por meio de sua Doutrina, que precisam ser repartidos com todos para que não sintam fome e sede das verdades que iluminam e sustentam a alma.

Assim, as bodas de Caná teve esse simbolismo de união na Terra, em que todos os amigos presentes naquela festa retratavam a alegria de estar juntos.

Naquelas bodas, Jesus deu início à sua missão de amor e renúncia até o martírio na cruz, falando de amor, união, amizade, laços de afeição e alegria de servir.

O vinho de Caná representava o bem de alegria da amizade dos convidados na festa. Os laços afetivos de amizade simbolizam a união de todos pelo amor com o Pai: laços misteriosos que devem ser santificados.

2ª Lição: renúncia diante da incompreensão e ingratidão.

Pedro, com estranheza, pergunta ao Mestre:

“– E como deveremos proceder quando os amigos não nos entendam, ou quando nos retribuam com ingratidão?”

Jesus respondeu:

“– Pedro, o amor verdadeiro e sincero nunca espera recompensas. A renúncia é o seu ponto de apoio, como o ato de dar é a essência de sua vida. (…) A compreensão de um amigo deve ser para nós a maior recompensa. Todavia, quando a luz do entendimento tardar no espírito daqueles a quem amamos, deveremos lembrar-nos de que temos a sagrada compreensão de Deus, que nos conhece os propósitos mais puros. Ainda que todos os nossos amigos do mundo se convertessem, um dia, em nossos adversários, ou mesmo em nossos algozes, jamais nos poderiam privar da alegria infinita de lhes haver dado alguma coisa!….”

Reflexões da 2ª lição:

Na prática do amor, nem sempre haverá a compreensão e a gratidão de quem recebe.

Isso porque a gratidão exterioriza um sentimento interior de reconhecimento a um bem recebido de alguém ou a uma dádiva que a vida lhe proporcionou ou proporciona.

Será de suma importância a identificação e o reconhecimento do bem ou da graça recebida, os quais poderão impulsionar o sentimento de gratidão.

Apesar do bem recebido, há quem não o identifique ou tampouco o reconheça como tal, por diversos motivos, em especial pela insensibilidade, pela indiferença, pelo egoísmo, pelo orgulho, pela soberba, pela vaidade, pela ingratidão ou pela cegueira para as coisas de Deus. Assim, o sentimento de gratidão deve tocar o coração de quem foi beneficiado.

O amor verdadeiro e sincero nunca espera recompensa ou gratidão.

Diante da ingratidão, a recompensa virá pela boa obra que fazemos, cujo mérito somará aos acúmulos de bens celestiais para a vida futura.

A renúncia deverá ser o ponto de apoio para jamais inibir a alegria de haver realizado um bem para alguém, apesar da sua incompreensão ou ingratidão.

A renúncia deve conduzir para a prática do amor incondicional, mantendo a afeição e a alegria de sempre servir, mesmo que os amigos, um dia, se tornem adversários.

Com o desafeto, podem-se criar algemas de ódio, raiva, rancor, vingança, perseguição, ressentimentos e amarguras.

Essas algemas entre duas pessoas prendem e limitam, não raro em processo obsessivo.

3ª Lição: os laços de família e a família fraterno universal.

Na lição seguinte, Pedro estava confuso em como conciliar as palavras do Mestre, quando falava à multidão, e alguém disse: sua mãe e seus irmãos estão lá fora e querem falar contigo. Jesus respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os discípulos, disse: aqui estão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” (Marcos, 3: 31-35; Mateus, 12: 46-50)

Além disso, o Cristo disse: “Se alguém deseja seguir-me e ama a seu pai, sua mãe, sua esposa, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até mesmo a sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.” (Lucas, 14: 26)

Pedro entendia que aquelas palavras duras conflitavam com outras anteriores, em particular sobre os laços de família.

Jesus esclareceu: “– Simão, a minha palavra não determina que o homem quebre os elos santos de sua vida; antes exalta os que tiverem a verdadeira fé para colocar o poder de Deus acima de todas as coisas e de todos os seres da Criação infinita. O amor dos pais não constitui uma lembrança da bondade permanente de Deus? O afeto dos filhos não representa um suave perfume do coração?! Tenho dado aos meus discípulos o título de amigos, por ser o maior de todos.

‘O Evangelho’ – continuou o Mestre, estando o Apóstolo a ouvi-lo atentamente – não pode condenar os laços de família, mas coloca acima deles o laço indestrutível da paternidade de Deus. O reino do céu no coração deve ser o tema central de nossa vida. Tudo mais é acessório. A família, no mundo, está igualmente subordinada aos imperativos dessa edificação.”

Reflexões da 3ª lição:

Muitos de nós também temos dificuldades para interpretar essa passagem evangélica, chegando a percepções equivocadas.

Jesus esclareceu que suas palavras e o Evangelho não determinavam que se quebre os laços de família, mas que a verdadeira fé será colocar o poder de Deus acima de todas as coisas e de todos os seres da Criação.

No núcleo familiar, com conflitos e oportunidades de aprendizados, começamos as primeiras lições de fraternidade, que levamos para as nossas vidas na construção da fraternidade universal, indo além dos laços familiares.

A lição do Cristo está na compreensão da grande família fraterno universal unida pelos laços espirituais, que se subordina aos imperativos do reino de Deus, que vai além dos laços biológicos.

Esses são os verdadeiros laços pelas afinidades duráveis que se fortalecem mediante a purificação moral e espiritual, perpetuando-se no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma.

O que Jesus quis tornar compreensível foi: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XIV – Honrai a vosso pai e a vossa mãe)

4ª Lição: renúncia pela separação.

“Já pensaste, Pedro, no supremo sacrifício de renunciar? Todos os homens sabem conservar, são raros os que sabem privar-se. Na construção do reino de Deus, chega um instante de separação, que é necessário se saiba suportar com sincero desprendimento. E essa separação não é apenas a que se verifica pela morte do corpo, muitas vezes proveitosa e providencial, mas também a das posições estimáveis no mundo, a da família terrestre, a do viver nas paisagens queridas, ou, então, a de uma alma bem-amada que preferiu ficar, a distância, entre as flores venenosas de um dia!…”

Reflexões da 4ª lição:

O texto relaciona a renúncia diante da separação e o supremo sacrifício de suportar, com desprendimento, o momento da privação de quem se ama, a qual é necessária para a construção do reino de Deus dentro de si.

Não somente a separação pela morte do corpo físico, mas também a separação da família, de como vivia ou de quem decidiu ficar à distância para seguir outro caminho.

A separação de uma alma amada é grande sofrimento para suportar com resignação. Somente com renúncia consciente acerca dos propósitos divinos para seguir em frente, caminhando e mantendo a fé, a coragem e o desprendimento para cumprir a vontade de Deus.

Na vida, nada será superado sem esforço, sacrifício e renúncia.

Como seres imperfeitos, não conseguimos sondar a profundeza dos desígnios de Deus, porque, quase sempre, eles são impenetráveis e de difícil compreensão, embora todos eivados de justiça, bondade, misericórdia e sabedoria para todos os seres do Universo.

Mas, para galgar patamares mais elevados de estágio evolutivo, em todos as circunstâncias, devemos submeter-nos à vontade de Deus e suportar com coragem as tribulações da vida, sem queixas, em particular quando for imposto uma separação física ou espiritual de um ente querido.

5ª Lição: retirar-se, no instante oportuno, em obediência aos desígnios de Deus.

Jesus disse a Pedro que poucos sabem: partir do lar ou de uma afeição, por amor ao reino, que é a base da vida eterna; suportar a calúnia, o ultraje, a indiferença, por desejarem permanecer onde estão, sem ouvir à advertência do Céu para que se afastem; ou ceder e partir em silêncio, esperando o instante em que Deus se pronuncia.

Jesus alerta Pedro que, no momento determinado, ninguém se edificará sem saber renunciar com alegria em obediência à vontade de Deus, compreendendo a sublimidade de seus desígnios.

Por isso, os discípulos precisam aprender a partir e a esperar onde as determinações de Deus os conduzam.

A edificação do reino de Deus no coração dos homens deve constituir a primeira preocupação e as esperanças centrais do Espírito.

O Cristo, para demonstrar que o reino de Deus deve constituir a primeira preocupação das almas, soube retirar-se das posições, no instante oportuno, em obediência aos desígnios divinos.

Reflexões da 5ª lição:

Nos momentos determinados por Deus, não se cumprirá o que lhe foi atribuído sem renunciar em obediência à vontade de Deus.

As provas e expiações impostas pelas leis divinas servem como meios de educar para a regeneração e transformação do Espírito, que precisam ser superadas para adquirir os conhecimentos necessários para o acúmulo de experiências que nos impulsionarão na busca da perfeição.

Assim, quando é chegada a hora determinada por Deus, os discípulos de Jesus precisam saber renunciar com alegria, em obediência à vontade divina, diante da sublimidade de seus desígnios.

6ª Lição: amor e renúncia, a lição derradeira.

Depois da entrada em Jerusalém, Jesus foi traído por um dos discípulos; negaram-no seguidores e companheiros; suas ideias foram consideradas revolucionárias; foi acusado de feiticeiro; e a sua morte foi como a de um ladrão.

Diante de tudo isso, o Cristo ensinou, na hora suprema, a virtude de retirar-se com a solidão dos homens, mas com a proteção de Deus.

Ele havia transformado a Galileia numa fonte divina; combateu as hipocrisias dos fariseus; defendeu as grandes causas da verdade e do bem; no dia do Calvário, serviu de espetáculo para o povo, suportando tudo em profundo silêncio.

Sem proferir qualquer acusação, caminhou humilde, coroado de espinhos, sustentando nas mãos uma cana imunda, vestindo uma túnica da ironia, sob as cusparadas dos populares exaltados e, suportando o peso da cruz, não articulou uma queixa.

A caminho do Calvário, atravessou as ruas de Jerusalém como se estivesse diante da humanidade inteira, ensinando a virtude da renúncia por amor ao reino de Deus, revelando a sua derradeira lição.

Reflexões da 6ª lição:

O Cristo em sua missão, até o martírio na cruz, ensinou e testemunhou o amor divino, o sacrifício e a renúncia plena, em especial durante o seu calvário e a crucificação, diante da traição, da humilhação, da solidão e do abandono a que foi submetido, inclusive dos seus discípulos.

Jesus passa para a Humanidade a derradeira lição de amor, fidelidade e plena comunhão com o Pai, assim como a renúncia necessária para se edificar o reino de Deus dentro de nós.

A ingratidão recebida por Jesus, após inúmeros benefícios proporcionados, conduz a profundas reflexões sobre o seu sublime amor por todos nós e a renúncia demonstrada a tudo que foi exposto.

O Mestre abriu novas perspectivas ao ser humano, estabelecendo novo sistema de vida e melhoria no relacionamento entre as pessoas.

Em cada estágio da prática do amor divino, purificamos o coração das nossas próprias imperfeições mediante as lutas renovadoras em várias existências.

A cada experiência amorosa, sobe-se um degrau evolutivo. O amor tudo modifica, transforma, cura e regenera.

Não poderemos praticar o verdadeiro amor sem renúncia, pois essas virtudes estão intimamente ligadas para suportar as provas e expiações da vida e impulsionar a nossa evolução moral e espiritual, de acordo com a vontade de Deus.

Por isso Jesus disse: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. (Mateus, 16: 24; Lucas, 9: 23; e Marcos, 8: 34)

Mensagem final

O texto de Humberto de Campos traz inúmeros ensinamentos sobre “Amor e renúncia”, tendo como testemunho a missão do Cristo na Terra.

Jesus exemplificou a prática do amor verdadeiro, puro e divino, demonstrando a renúncia em diferentes situações, com sacrifício e sofrimento, para se galgar patamares mais elevados de evolução moral e espiritual, em obediência à vontade de Deus.

Os propósitos divinos vão muito além do nosso entendimento, em que toda decisão está repleta de amor, sabedoria, justiça, caridade, bondade e misericórdia.

O Cristo revelou que o exercício do amor divino vem acompanhado de esforços, sacrifícios, sofrimentos e renúncias, que impulsionam a regeneração e a transformação moral do Espírito imortal.

Nada é por acaso, a vida tem sentido existencial: tudo tem um motivo, um propósito, uma finalidade e uma vontade divina na construção do nosso destino e na cocriação de um mundo mais fraterno.

Vivemos diversas situações caracterizadas como provas e expirações, que exigirão fé, confiança, coragem, esperança, esforço, sacrifício e renúncia de nós mesmos, acompanhados de dor e sofrimentos.

Essas situações exigirão renúncias ao egoísmo, ao orgulho, à vaidade, à raiva, ao ódio, ao ressentimento, ao apego material, ao convívio familiar, ao afastamento de um ente querido, a si mesmo, dentre outros tantos.

Entretanto, nem sempre revelamos a disposição para renunciar às infindáveis requisições do mundo material para seguir Jesus.

Nem todos os aflitos pretendem renunciar às causas de suas desesperações e tampouco os tristes querem fugir à sombra para o encontro com a luz.

Contudo, é quase impossível melhorar moral e espiritualmente sem amor, sacrifícios e renúncias.

Assim, em todas as circunstâncias a que somos chamados para o serviço edificante na construção do reino de Deus dentro de nós, será imprescindível a prática do puro amor, induzindo-nos à renúncia de nós mesmos para que prevaleça a vontade divina.

Por isso, Jesus disse: “Se alguém quiser vir nas minhas pegadas, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me, porquanto aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por amor de mim a encontrará de novo.”  (Mateus, 16: 24-25)

Bibliografia

BÍBLIA SAGRADA.

CAMPOS, Humberto de (Espírito); (psicografado por) Francisco Cândido Xavier. Boa Nova. 37ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2016.

DIAS, Haroldo Dutra. O Evangelho de João: Volume 1. 1ª Edição. São Paulo/SP: Intelítera Editora, 2022.

DIAS, Haroldo Dutra. Parábolas de Jesus: texto e contexto. 1ª Edição. Curitiba/PR: Federação Espírita do Paraná, 2011.

EMMANUEL (Espírito), na psicografia de Francisco Cândido Xavier. O Consolador. 10ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

MOURA, Marta Antunes de Oliveira de (organizadora). O evangelho redivivo: estudo interpretativo do Evangelho segundo Mateus. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2020.

Para acessar o Blog Reflexões espíritas, clicar no link abaixo:

https://juancarlosespiritismo.blog/

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto:
search previous next tag category expand menu location phone mail time cart zoom edit close