Disciplinando os pensamentos

Quantas vezes somos dominados pelos pensamentos ruins, imaginando coisas que nos deixam aflitos e angustiados? E como nos escravizamos por esses pensamentos!

Não raro, imaginamos algo que não passa de produto da nossa mente ou sugestões malignas de entidades inferiores atraídas pelos nossos pensamentos, dominando-nos a ponto de acreditar que aquilo seja uma realidade.

León Denis, no livro “O problema do ser, do destino e da dor”, escreveu:

“Pensamentos, desejos, paixões, atos bons ou maus, tudo se fixa, tudo se grava em nós”. (…) “No estado de perturbação, a alma tem consciência dos pensamentos que se lhe dirigem”. (…) “O medo paralisa os movimentos; a admiração, a vergonha e o susto provocam a palidez ou o rubor; a angústia aperta-nos o coração; a dor profunda faz-nos correr as lágrimas e pode causar com o tempo uma depressão vital. Aí estão outras tantas provas manifestas da ação poderosa da força mental sobre o invólucro material”.

Ainda León Denis:

“O primeiro problema que se apresenta ao pensamento é o do próprio pensamento, ou, antes, do ser pensante”. (…)

“A sugestão em si mesma não é, pois, mais do que um pensamento, um ato da vontade, diferindo somente da vontade ordinária por sua concentração e intensidade. Em geral, os nossos pensamentos são múltiplos e hesitantes. Nascem e passam ou, então, quando coexistam em nós, chocam-se e confundem-se. Na sugestão, o pensamento e a vontade fixam-se num ponto único. Ganham em poder o que perdem em extensão. Por sua ação, que se torna mais penetrante, mais incisiva, provocam no sujet o despertar de faculdades não utilizadas no estado normal.

A sugestão torna-se, então, uma espécie de impulso, de alavanca que mobiliza a força vital e dirige-a para o ponto onde ela tem de operar. A sugestão pode exercer-se tanto na ordem física, por uma influência direta sobre o sistema nervoso, quanto na ordem moral, sobre o ‘eu’ central e a consciência do sujet. Bem empregada, constitui ela um meio muito apreciável de educação, destruindo as tendências ruins e os hábitos perniciosos. A sua influência sobre o caráter produz, então, os mais felizes resultados”.

Ademais, pelo ímã do pensamento doentio e descontrolado, o ser humano provoca sobre si mesmo a contaminação fluídica de entidades inferiores em desequilíbrio, capazes de nos conduzir a males físicos de variada procedência. Quantos vícios, que corroem a vida moral, são decorrentes do pensamento desgovernado, impondo ao corpo físico processos patológicos indefiníveis que favorecem a queda ou até mesmo a morte. Isto porque a mente é o incessante gerador de força através dos fios positivos e negativos do sentimento e do pensamento.

Joanna de Ângelis, em “Vida feliz”, na psicografia de Divaldo Pereira Franco, no Capítulo XVII, ensina: “Mantém os teus pensamentos em ritmo de saúde e otimismo. A mente é dínamo poderoso. Conforme pensares atrairás respostas vibratórias equivalentes. Quem cultiva doenças sempre padece problemas dessa natureza. Quem preserva a saúde sempre supera as enfermidades. Pensa corretamente e serás inspirado por Deus a encontrar as soluções melhores. O pensamento edificante e bom é também uma oração sem palavras, que se faz sempre ouvida”.

No mesmo livro, Capítulo LIII, Joanna de Ângelis esclarece: “Os maus pensamentos intoxicam a alma. Atraem o pessimismo e as presenças doentias dos Espíritos perturbados e maus. Mantém a tua mente presa às ideias positivas, iluminativas, aos programas de enobrecimento, de cuja conduta te advirá o bem-estar íntimo e a alegria de viver. O que pensares com insistência, hoje ou mais tarde se concretizará. Os fatos se corporificam, de início, no campo mental, para depois se tornarem realidade no corpo físico. Pensa no bem e banha-te com a luz do amor”.

No Capítulo CLXV, Joanna de Ângelis aconselha: “Irriga o teu organismo com pensamentos saudáveis. A ação da mente sobre a emoção, o corpo e toda a aparelhagem fisiológica é incontestável. Grande número de enfermidades se deve à ociosidade mental, ao desânimo, à revolta, às ideias autodestrutivas. Canaliza o teu modo de pensar para as questões agradáveis, salutares, otimistas, e viverás sob o seu reflexo, desfrutando do bem estar que se irradiará a outros mimetizando e produzindo paz”.

Assim, pela limpeza dos pensamentos, assim como pela seleção de atitudes, nos tornamos pessoas melhores.

Um pensamento negativo ou uma supervalorização de coisas materiais podem crescer desordenadamente, abafando os valores imortais que nos chegam do Alto.

É no estado negativo que, martelados pelas vibrações de sentimentos e pensamentos doentios, atingimos o desequilíbrio parcial ou total da harmonia orgânica, enredando o corpo e a alma nas teias da enfermidade.

Por esse motivo, devemos ter cuidado com os nossos pensamentos, palavras, gestos e ações, pois receberemos da vida aquilo que oferecemos a ela, pois nem sempre conseguiremos perceber a presença do mal.


Bibliografia:

ÂNGELIS, Joanna de (Espírito); na psicografia de Divaldo Pereira Franco. Vida feliz. 18ª Edição. Salvador/BA: Editora Leal, 2020.

DENIS, León. O problema do ser, do destino e da dor. 32ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2017.

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