A verdade é luz e o amor é vida

Essa reflexão tem como foco as sábias palavras do Espírito Emmanuel, no livro “Verdade e amor”, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, no texto “Amor e verdade”, nas quais sintetiza: “A Verdade é Luz. Entretanto, o Amor é a própria Vida.”

No mesmo livro, Emmanuel, em “Verdade e amor”, disse: “Ama, desta forma, hoje e sempre!… Ama, auxiliando e servindo, aprendendo e sublimando, e assimilarás a excelsa lição do Amigo invariável que, à frente da Verdade, colocou o Sol divino do Amor, para que nossas almas não se percam nas sombras da peregrinação redentora, sustentando-se em plena ascensão para a vida eterna.”

Que lindas mensagens o querido Benfeitor traz para a nossa renovação espiritual, que, se bem assimiladas, poderão auxiliar em nossas reformas íntimas.

Em tão poucas palavras, Emmanuel resume as nossas tarefas na busca da perfeição, tendo o Mestre Jesus como modelo, guia e roteiro de vida a caminho do Pai.

Os textos colocam verdade e amor lado a lado, como essenciais e complementares para se empreender caminhadas de sublimes aprendizados, serviços e progressos.

Em relação a verdade, amor e vida, Jesus disse:

“Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (João, 8: 31-32)

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (João, 14: 6)

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus, 22: 37- 39)

“Assim como eu os amei, amem também uns aos outros. Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos”. (João, 13: 34-35)

Permanecendo na Palavra e conhecendo a verdade divina, a alma se liberta das suas impurezas e dos sentimentos inferiores, despertando para as coisas de Deus. Com o coração puro, começamos a ver Deus!

Jesus revelou a verdade divina pela Palavra que liberta aqueles que creem e praticam os seus ensinamentos e exemplos como roteiros de vida.

A verdade nos libertará à medida que evoluirmos e adquirirmos a capacidade de compreendê-las no serviço dignificante da prática do bem, do amor e da caridade junto aos nossos semelhantes.

Conhecer a verdade tem sentido mais profundo, precisando ser penetrada e assimilada para favorecer o combate das nossas imperfeições, passando pelas provas evolutivas que Deus nos impõe rumo à perfeição relativa à Humanidade.

Pelo livre arbítrio, temos que acolher a semente libertadora da Palavra do Semeador Divino, sendo solos férteis para germinar a luz dentro de nós, desenvolvê-la, florescer e, depois, dar bons frutos. Para tanto, precisamos da devida preparação e do amadurecimento espiritual, o despertar da alma.

Da luta renovadora, somos convocados a fazer escolhas mais acertadas, administrar o tempo, ampliar sentimentos, desenvolver virtudes, cultivar, sobretudo, a solidariedade e prestar-se à prática da caridade.

Não seremos libertos pelas verdades provisórias puramente humanas de que sejamos detentores. Devemos nos colocar como seres receptivos para a verdade divina, única, absoluta, eterna e imutável.

A libertação pela verdade é longo processo pelo trabalho incessante na prática do amor ao próximo como a si mesmo. A prática do amor incondicional, sem esperar retribuição, reconhecimento e gratidão. É o amor pelo amor, que perdoa, faz caridade, tem misericórdia e piedade, não é orgulhoso e tampouco egoísta.

À medida que o ser humano busca planos mais elevados da vida, o amor transcende assumindo outras modalidades de amor, chegando até a amar como Jesus amou.

Jesus amou incondicionalmente; amou amigos e inimigos, os bons e maus, os justos e os pecadores. Não basta amar os que nos amam, fazer bem aos que nos fazem bem. É preciso muito mais: “amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos tem ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam” (Mateus, 5: 44).

A lógica do amor não é retributivo, onde somente damos amor a quem nos deu amor, como uma transação comercial, mas sim doar amor em abundância, o amor fraterno universal que irradia e multiplica.

Jesus disse: “reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão. Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houverdes pago o último ceitil”. (Mateus, 5: 25-26)

Do amor ao próximo até amar os inimigos, mede-se a evolução moral, donde decorre o grau da perfeição. Foi por isso que Jesus, depois de haver dado a seus discípulos as regras, lhes disse: “sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial”.

Assim, das formas infinitas, o amor verdadeiro, princípio da vida universal, força inesgotável de renovação, em suas manifestações mais elevadas e puras, raios refratados ligados ao amor e poder divinos, transcende a tudo, desabrochando mil outras formas variadas de amor, até sublimar no amor que conduz à perfeição.

Por isso o Benfeitor disse: “A Verdade é Luz. Entretanto, o Amor é a própria Vida.”

Com fé em Deus, confiança no amor do Cristo e entregando-se ao trabalho de renovação espiritual, com bom ânimo, alcançaremos a força espiritual necessária para superar as montanhas de dificuldades que surgem no caminho.

Iluminados pela verdade, seremos instrumentos divino, cooperando na obra de elevação intelectual, moral e espiritual do mundo.

Num esforço coletivo, Jesus nos convoca resplandecer a luz das nossas conquistas evolutivas em benefício dos companheiros de jornada, estendendo-lhes as mãos no sentido de caminharmos juntos em direção ao Pai.

O momento é de perseverança e vigilância para não se desviar do caminho do bem e do amor. Momento de transição planetária, quando se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade.

Permanecendo na Palavra e conhecendo a verdade divina que liberta a alma, a perseverança e a vigilância surgem como essenciais preceitos de conduta nas lutas renovadoras, das quais somos convocados a fazer as escolhas mais acertadas em prol dos mais elevados sentimentos de fraternidade universal, pela prática do amor em ação, da caridade para com nós mesmos e aos nossos semelhantes.

Por fim, mensagem do Espírito Emmanuel: “Para entender-lhe a excelsitude, não basta nossa devoção ardente à Verdade, mas, sobretudo, nossa incessante consagração ao Amor, a fim de que a luminosa cúpula de nossas realizações não venha a ruir por falta de base. Em nosso campo de ação, por isso mesmo, é imprescindível cultivar o entendimento fraterno, para que o nosso ideal de humanidade fulgure em nossos braços, palavras e atitudes.” (Espírito Emmanuel, na psicografia de Francisco Cândido Xavier. Verdade e amor. FEB Editora, Cap. 7)

Bibliografia

BIBLIA SAGRADA.

EMMANUEL (Espírito); na psicografia de Francisco Cândido Xavier. Verdade e amor.  1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2015.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

PERALVA, Martins. Estudando o Evangelho: à luz do Espiritismo. 11ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2018.

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