Amor e paixão (Vinícius)

(Citação parcial para estudo, de acordo com o inciso III do art. 46 da Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998)

 Reflexões para estudos sobre amor e paixão

Amor e paixão (Vinícius)

“Bem diversa é a natureza do amor comparada com a da paixão.

A paixão é violenta, apresentando comumente arroubos prodigiosos que a exaltam aos olhos do mundo. O amor não tem desses arrebatamentos; é calmo, é sereno, é refletido.

A paixão é fogo: lança labaredas, projetando clarões rubros, de duração mais ou menos efêmera. O amor é luz: ilumina docemente.

A paixão queima e destrói. O amor aquece e vivifica.

A paixão é cega, insensata, irracional. O amor é inteligente, criterioso e lógico.

A paixão é caprichosa: quando quer, insiste, obstina-se, visando aos fins sem curar dos meios. O amor é benévolo, paciente, tímido: quando quer, pede, suplica, implora. Tudo alcança pela doçura, pela persuasão, pela verdade.

A paixão é altiva e arrogante. Exibe-se, ora por cálculo, ora desavisadamente. O amor é modesto e humilde. Não alardeia, busca a obscuridade.

A paixão é do momento, o amor é de sempre. Aquela passa, este permanece.

A paixão é egoísta: nem com o todo se satisfaz. O amor é generoso: contenta-se com o pouco.

A paixão irrita-se e desespera quando contrariada. ‘O amor’, como disse Paulo, ‘tudo suporta, tudo espera, tudo crê, tudo sofre’.

A paixão desconfia e gera o ciúme. O amor confia, dele nasce a fé.

A paixão é mesquinha: seu círculo de ação é limitado. O amor é grandioso: sua esfera é um mar sem praias, é um céu sem horizontes.

A paixão é sujeita a cansaços: gasta-se, envelhece e morre. O amor não se consome nem se desgasta: é sempre jovem, vivo, imutável.

A paixão, às vezes, degrada e avilta. O amor eleva e enobrece em todos os casos.

A paixão insinua. O amor atrai. Aquela domina, este convence.

A paixão pode conduzir o homem à loucura e ao crime. O amor equilibra as faculdades, consolida o caráter, apura os sentimentos e torna o homem capaz dos mais belos sacrifícios.

Finalmente: a paixão representa os vestígios de um passado obscuro donde provimos. O amor reflete a influência de um futuro radiante para onde caminhamos. A paixão é o crepúsculo de um ciclo que vai findar. O amor é a aurora do dia da eternidade.”

Bibliografia

VINÍCIUS. Nas pegadas do Mestre. 12ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2014.

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