Nascido para amar, o ser humano vibra melhor praticando o amor

Esta reflexão veio à mente depois de concluir um Curso de Passe, principalmente depois de compreender os seus mecanismos e os assuntos relacionados a magnetismo, fluidos, Espírito, perispírito, duplo etérico, centros vitais ou chácaras, plexos nervosos, enfermos, enfermidades e poder do pensamento e dos sentimentos.

Antes de abordar alguns fundamentos da Doutrina Espírita, uma simples e fácil constatação: os pensamentos negativos e os sentimentos inferiores podem levar o ser humano a adoecer e a adquirir diferentes enfermidades.

Os pensamentos negativos e os sentimentos inferiores de raiva, ódio, ciúme, inveja, paixão descontrolada, dentre outros tantos, repercutem no nosso organismo de diferentes maneiras, por meio de sofrimento, angústia, aflição, ansiedade, estresse, depressão, pânico, alergias, aumento da pressão arterial e dores em diferentes partes do corpo (cabeça, estômago, costas, peito, coração, etc.), podendo causar, ainda, o rompimento de artérias, desencadear AVC ou, até mesmo, causar a morte.

Por outro lado, os pensamentos positivos e os sentimentos mais sublimes de amor, bondade, misericórdia, compreensão, caridade, paciência, tolerância, respeito, perdão, indulgência, humildade, compaixão, solidariedade, piedade, fraternidade e simplicidade, além de outros, provocam inúmeros efeitos benéficos, como bem-estar, felicidade, alívio, calma, resignação, confiança, fé, esperança, paciência, mansidão, até a cura. A despeito destes benefícios, escolhemos viver cultuando os pensamentos negativos e os sentimentos inferiores.

Pela terceira lei de Newton, para toda ação (força) sobre um objeto, em resposta à interação com outro objeto, existirá uma reação (força) de mesmo valor e direção, mas com sentido oposto.

Pela Doutrina Espírita, segundo a lei de ação e reação, tudo aquilo que fazemos ou desejamos ao próximo voltará para nós mesmos. A felicidade ou a desgraça que acompanha o Espírito, nesta vida ou no plano Espiritual, decorre unicamente das nossas atitudes, daquilo que fizemos. Se agimos para o bem, seremos agraciados; se agimos para o mal, sofreremos as consequências infelizes de nossos atos.

O Espírito André Luiz alertou: “todos receberemos, nas leis da vida, o que fizemos, pelo que fizemos, quanto fizemos e como fizemos”. (André Luiz. E a vida continua)

Em seguida, uma explicação sintética sobre esta questão.

Na superfície do duplo etérico, podem ser observadas certas regiões de características bem singulares, geralmente descritas como tendo a aparência de redemoinhos, as quais chamamos de centros vitais.

Os centros vitais do duplo etérico são pontos por excelência de absorção energética do organismo e todos eles interagem, direta ou indiretamente, uns com os outros, em processo constante de permuta energética. Além disso, todos apresentam ainda certa conexão com o funcionamento de um grupo de órgãos do corpo físico.

O Espírito André Luiz utiliza as expressões centros de força ou centros vitais para conceituar sete principais estruturas localizadas em pontos específicos do perispírito, através das quais ele se conecta ao corpo físico, utilizando a rede de nervos que integram os plexos nervosos do organismo.

Existem no perispírito estruturas semelhantes às dos centros vitais do duplo etérico. Entre cada centro do duplo etérico e o seu correspondente no perispírito observa-se a existência de laços fluido-magnéticos permanentes que os interligam e que só se rompem com a morte do corpo físico.

A interação Espírito-perispírito-corpo, e vice-versa, é possível porque o perispírito é um envoltório semimaterial, isto é, que pertence à matéria por sua origem e à espiritualidade por sua natureza etérea.

Para os cristãos, o coração sempre abrigou a essência do ser, permitindo a aproximação entre Deus e os homens. E, como o cristianismo acredita também numa relação direta entre o amor e a espiritualidade, o coração simboliza esse sentimento.

Nos comentários à questão 938, em “O Livros dos Espíritos”, de Allan Kardec, extraímos: “A Natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado. Um dos maiores gozos que lhe são concedidos na Terra é o de encontrar corações que com o seu simpatizem. Dá-lhe ela, assim, as primícias da felicidade que o aguarda no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benignidade. Desse gozo está excluído o egoísta”.

Por que o coração está relacionado ao amor?

O Centro vital cardíaco está localizado na região do coração, dirigindo a emotividade e a distribuição de energias vitalizantes no organismo. Coordena as funções do coração, a circulação e a emotividade. Guarda relação com as manifestações de simpatia entre as criaturas, prestando-se à doação e recepção das energias provenientes da afetividade. Sofre influência das paixões da alma, e por esse motivo a raiva pode nos aniquilar e o gesto sincero de amor salvar-nos.

Para entender melhor o esclarecimento anterior, apoiamo-nos no Espírito Joanna de Ângelis que se expressou assim: “o pensamento é portador de uma carga de energia que o qualifica, simultaneamente, como positivo e negativo, interferindo nos relacionamentos humanos conforme as faixas vibratórias em que se expandem. Aqueles que são de natureza doentia, pessimista, rancorosa, tanto quanto prejudicam quem o cultiva quanto produz ressonância perniciosa na pessoa contra a qual é dirigido. (…)

No sentido oposto, o pensamento edificante é rico de energias benéficas que sustentam os campos vibratórios de quem os capta, mas essencialmente daquele que os emite por originar-se nas Augustas Fontes do Amor Universal. O pensamento é uma força dinâmica natural que sempre está em ação, desde que a criatura humana normal não pode viver sem o emitir”. (Joanna de Ângelis. Tesouros libertadores)

Assim, pelos pensamentos e sentimentos, entramos em ressonância vibratória com os pacotes fluídicos deletérios ou revitalizantes, que podem ser atraídos e assimilados pelo nosso organismo, produzindo em nós efeitos conforme as suas caraterísticas vibratórias específicas: os bons causando bem-estar; os maus causando desequilíbrios.

Agora, fácil de entender por que o ser humano foi concebido pelo amor de Deus para amar, cujos benefícios serão colhidos se praticar o bem e amar.

O interessante é que o Mestre Jesus nos alertou, há 2000 anos, para este caminho, esta verdade e vida, mas o homem não compreendeu a importância da Lei Maior do Amor.

Jesus resumiu toda a lei de Deus em: “amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”. (Mateus 22: 37-40)

E disse mais: “caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. (…) “Caríssimos, se Deus assim nos amou, também nós nos devemos amar uns aos outros”. (…) “No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor”. (João 4: 7-8, 11 e 18)

O Espírito Emmanuel disse: “quem ama o próximo sabe, acima de tudo, compreender. E quem compreende sabe livrar os olhos e os ouvidos do venenoso visco do escândalo, a fim de ajudar, ao invés de acusar ou desservir. É necessário trazer o coração sob a luz da verdadeira fraternidade, para reconhecer que somos irmãos uns dos outros, filhos de um só Pai”. (Emmanuel: Fonte viva, Capítulo 159)

Assim, Jesus nos ensinou a realidade do Deus Amor e, também, a caridade (amor ao próximo em ação) como maior dos mandamentos.

No processo de transição planetária, reconhecemos que o amor e o bem em ação sempre serão uma necessidade impostergável para o alvorecer de um mundo regenerado.

O amor resume toda a doutrina de Jesus, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito.

A Terra, orbe de provação e de exílio, será então purificada pelo fogo sagrado e verá praticados na sua superfície a caridade, a humildade, a paciência, o devotamento, a abnegação, a resignação e o sacrifício, virtudes todas filhas do amor.

Do amor ao próximo até amar os inimigos, mede-se a evolução moral, donde decorre o grau da perfeição. Foi por isso que Jesus, depois de haver dado a seus discípulos as regras, lhes disse: “sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial”.

Nascido para amar, o ser humano vibra melhor praticando o amor.

Autor: Juan Carlos Orozco

Revisora: Camila Ferreira de Meneses

Bibliografia:

ÂNGELIS, Joanna de (Espírito); na psicografia de Divaldo Pereira Franco. Tesouros libertadores. 1ª Edição. Salvador/BA: Leal, 2016.

BÍBLIA SAGRADA.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Livro dos Espíritos. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

LUIZ, André (Espírito); na psicografia de Francisco Cândido Xavier. E a vida continua. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2014.

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