O livre-arbítrio para aprender e melhorar moralmente

Quando se trata da importância de estudar a Doutrina Espírita, a escolha fica por conta do livre-arbítrio, do desejo e da vontade de aprender, servir e melhorar para evoluir.

O livre-arbítrio nos proporciona o poder das escolhas e somos responsáveis por elas, inclusive pelas consequências e pelos males que causamos aos nossos semelhantes.

Não podemos simplesmente jogar a culpa nos outros ou nas circunstâncias externas, ou eximindo-nos das nossas responsabilidades.

É o homem que escolhe aceitar os ensinamentos da Palavra, a semente e o fermento da fé, e pautar a sua vida sob os princípios da orientação de Jesus.

Todos temos uma missão a cumprir!

“Todos têm deveres a cumprir. Para a construção de um edifício, não concorre tanto o último dos serventes de pedreiro, como o arquiteto?” (resposta à questão 559, O Livro dos Espíritos).

Tudo na vida tem o seu devido tempo, a sua hora, a sua preparação e o seu amadurecimento para o serviço edificante na prática do bem, do amor e da caridade, sendo resultado do acúmulo de reflexões, aprendizados e experiências vividas diante de diversas situações de expiações e provas.

“Todos temos que habitar em toda parte e adquirir o conhecimento de todas as coisas, presidindo sucessivamente ao que se efetua em todos os pontos do Universo. Mas, como diz o Eclesiastes, há tempo para tudo. Assim, tal Espírito cumpre hoje neste mundo o seu destino, tal outro cumprirá ou já cumpriu o seu, em época diversa, na terra, na água, no ar, etc.” (resposta à questão 560, O Livro dos Espíritos).

“Todos têm que percorrer os diferentes graus da escala, para se aperfeiçoarem. Deus, que é justo, não poderia ter dado a uns a ciência sem trabalho, destinando outros a só a adquirirem com esforço” (resposta à questão 560, O Livro dos Espíritos).

É o que sucede entre os homens, onde ninguém chega ao supremo grau de perfeição numa arte qualquer sem que tenha adquirido os conhecimentos necessários, praticando os rudimentos dessa arte.

As experiências adquiridas em diferentes fases evolutivas de existências vividas convidam-nos a seguir os passos do Mestre Jesus e tornar-se um verdadeiro discípulo.

Convoca-nos a começar e a caminhar seguindo as suas pegadas na estrada que conduz para a verdadeira renovação que liberta a alma na busca da verdadeira felicidade das bem-aventuranças.

O Universo está em constante movimento. Nada está parado. Progridem matéria e espírito.

Como seres espirituais e inteligentes, o nosso destino é a perfeição relativa à Humanidade, tendo Jesus como modelo e guia, pois Ele é o caminho, a verdade e a vida em direção ao Pai.

Ninguém chega ao Criador senão por Ele. Todos, sem exceção, cedo ou tarde, atingirão esta perfeição, quando o reino de Deus estiver dentro de nós.

Ao alcançarmos esta meta coletivamente, o reino de Deus será deste mundo.

Nesta direção, mergulhados no determinismo divino e na dinâmica evolutiva do Universo, somos movidos pelos anseios de melhorar e aperfeiçoar cada vez mais.

Em todas as profissões, aperfeiçoamo-nos pela constância do trabalho e pelos estudos necessários que dignificam o ser, convertendo-nos em construtores do progresso e do bem-estar geral.

Por conseguinte, muito importante ampliar os conhecimentos com vistas a ganhar a devida experiência ao longo das nossas existências.

Com humildade no labor, estudando e aprendendo, adquiriremos os bens espirituais que nos tornarão elementos valiosos e indispensáveis onde a divina bondade nos situou, ou seja, devemos florescer onde Deus nos plantou.

O desejo evolutivo compreende os labores da vida, as superações e as experiências vividas, cujas conquistas do Espírito continuarão além da morte, na vida que nunca acaba.

Vivemos momento de transição planetária, do mundo de provas e expiações para mundo regenerado, onde reinará a fraternidade universal, em que o velho será substituído pela alvorada de luz dos novos tempos.

Será necessário que se intensifique o gosto pelo estudo e pelo trabalho, pelo amor e pela meditação, com firmeza e decisão, para galgar os degraus de evolução consciente e definitiva, transformando-nos em um ser mais espiritualizado, como verdadeiro instrumento da divindade para o progresso da Humanidade.

Quando nos moralizarmos e tornarmos realmente altruístas, seremos transfigurados em fontes luminosas ligando o Céu e a Terra.

Se desejamos sublimar as nossas faculdades, temos que nos educar, transformando o coração em um altar de fraternidade.

Os convidados para a festa das bodas apresentam características semelhantes aos Espíritos que foram chamados para trabalhar na vinha do Senhor, em que os escolhidos serão os primeiros no reino dos Céus, pois souberam aproveitar os trabalhos edificantes ao longo de sucessivas reencarnações e não temeram as lutas e tampouco os desafios impostos pelas provações.

Os últimos serão os primeiros diante da perseverança na prática do bem e por terem resistido às tentações.

A perseverança eleva o moral, tempera o caráter tornando-o mais forte, ainda que submetidos a grandes dificuldades.

Atender ao chamamento, escolher a porta estreita e percorrer o caminho da salvação dependem da conduta de cada ser que deseja aproveitar este momento de vida na Terra para preparar o seu futuro espiritual.

Trabalhadores da última hora: “muitos são os chamados, poucos os escolhidos”.

Chamados, todos já fomos, porque depende de Deus. Escolhidos, ainda somos poucos, porque depende de nós.

Deus faz a sua parte convidando-nos e chamando-nos para o trabalho edificante na prática do bem e da caridade. Mas, aceitar esse convite e o chamamento depende de nós.

Pedro disse: “não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda” (Atos dos Apóstolos, 3: 6). Assim, o pouco que temos devemos doar. Em nome de Jesus, levanta-se e anda.

Daí gratuitamente o que gratuitamente recebeste.

Precisamos utilizar as potências da alma para melhorarmos e evoluir, principalmente o potencial de amar e de suportar a dor em comunhão com o Pai, pois “muitos os chamados, poucos os escolhidos”.

Autor: Juan Carlos Orozco

Revisora: Flávia Maia Nobre

Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Livro dos Espíritos. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

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