Tipos de amor

Pelo dicionário, a palavra amor, dentre tantas, pode significar: sentimento afetivo; forte afeição por outra pessoa; sentimento de afeto que faz com que uma pessoa queira estar com outra; sentimento de devoção direcionado a alguém ou ente abstrato; adoração; paixão ou atração baseada no desejo sexual; ou religiosamente, amor a Deus e ao próximo.

Os gregos reconheciam vários tipos de amor com significados específicos, como de: amor-próprio, podendo desenvolver a arrogância, o narcisismo ou a autoestima; amor pragmático, em favor de uniões arranjadas; amor prazeroso; amor por romance, paixão e desejo; amor pelos irmãos, parentes ou amigos; amor devotado a entes familiares; e amor incondicional de sentido universal.

Podemos, ainda, levantar outros tipos de amor: egoísta, possessivo, asfixiante, platônico, de édipo, virtual, dentre tantas variantes.

Francisco Cândido Xavier, em “Significados do amor”, destaca outros tipos de amor:

“Vida – é o Amor existencial.

Razão – é o Amor que pondera.

Estudo – é o Amor que analisa.

Ciência – é o Amor que investiga.

Filosofia – é o Amor que pensa.

Religião – é o Amor que busca Deus.

Verdade – é o Amor que se eterniza.

Ideal – é o Amor que se eleva.

Fé – é o Amor que se transcende.

Esperança – é o Amor que sonha.

Caridade – é o Amor que auxilia.

Fraternidade – é o Amor que se expande.

Sacrifício – é o Amor que se esforça.

Renúncia – é o Amor que se depura.

Simpatia – é o Amor que sorri.

Trabalho – é o Amor que constrói.

Indiferença – é o Amor que se esconde.

Desespero – é o Amor que se desgoverna.

Paixão – é o Amor que se desequilibra.

Ciúme – é o Amor que se desvaira.

Orgulho – é o Amor que enlouquece.

Sensualismo – é o Amor que se envenena.

Finalmente, o Ódio, que julgam ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente”.

Léon Denis, em o livro “O problema do ser, do destino e da dor”, assim define amor:

“O amor, como comumente se entende na Terra, é um sentimento, um impulso do ser, que o leva para outro ser com o desejo de unir-se a ele. Mas, na realidade, o amor reveste formas infinitas, desde as mais vulgares até as mais sublimes. Princípio da vida universal, proporciona à alma, em suas manifestações mais elevadas e puras, a intensidade de radiação que aquece e vivifica tudo em volta de si; é por ele que ela se sente estreitamente ligada ao poder divino, foco ardente de toda a vida, de todo o amor.

Acima de tudo, Deus é amor. Por amor, criou os seres para associá-los às suas alegrias, à sua obra. O amor é um sacrifício; Deus hauriu nele a vida para dá-la às almas. Ao mesmo tempo que a efusão vital, elas receberiam o princípio afetivo destinado a germinar e expandir-se pela provação dos séculos, até que tenham aprendido a dar-se por sua vez, isto é, a dedicar-se, a sacrificar-se pelas outras. Com esse sacrifício, em vez de se amesquinharem, mais se engrandecem, enobrecem e aproximam do foco supremo.

O amor é uma força inexaurível, renova-se sem cessar e enriquece ao mesmo tempo aquele que dá e aquele que recebe. É pelo amor, sol das almas, que Deus mais eficazmente atua no mundo. Por ele atrai para si todos os pobres seres retardados nos antros da paixão, os Espíritos cativos na matéria; eleva-os e arrasta-os na espiral da ascensão infinita para os esplendores da luz e da liberdade.

O amor conjugal, o amor materno, o amor filial ou fraterno, o amor da pátria, da raça, da humanidade, são refrações, raios refratados do amor divino, que abrange, penetra todos os seres e, difundindo-se neles, faz rebentar e desabrochar mil formas variadas, mil esplêndidas florescências de amor. Até às profundidades do abismo de vida, infiltram-se as radiações do amor divino e vão acender nos seres rudimentares, pela afeição à companheira e aos filhos, as primeiras claridades que, nesse meio de egoísmo feroz, serão como a aurora indecisa e a promessa de uma vida mais elevada”.

Assim, das formas infinitas, o amor verdadeiro, princípio da vida universal, força inesgotável de renovação, em suas manifestações mais elevadas e puras, raios refratados ligados ao amor e poder divinos, transcende a tudo, desabrochando mil outras formas variadas de amor, até sublimar no amor que conduz à perfeição.

O Espírito Hamod, no Livro “Missão Planetária: o princípio, a evolução e o futuro da humanidade”, psicografado por Sávio Mendonça, destaca: “(…) à medida que a consciência e o amor se expandem em determinado ser, ele se sente mobilizado a ampliar o seu processo de ajuda fraterna, o que também ocorre na família expandida, até agrupamento planetários, de sistemas solar, constelatório, galáctico e cosmo maior. (…)

A proposta da evolução não é gerar apego; muito pelo contrário, é promover o desapego entre seres e ampliar a família humana e cósmica, no sentido de amor universal. (…)

O verdadeiro e mais puro amor é o fraterno, e, quando ele se expande, alcança o estágio de amor fraterno-universal. O amor que se constrói a partir das relações afetivas é gerado por experiências de vida, ou de vidas, para que a alma lapide seu egoísmo, orgulho, vaidade, impulsos instintivos, apego e tantas outras mazelas que precisam ser transformadas em consciência maior e amor maior, em direção à família cósmica. (RAMATIS. Missão Planetária)

Por estes esclarecimentos, o verdadeiro amor relaciona-se à grande família unida por laços espirituais, no contexto da fraternidade e do amor universais, que vão além das condições biológicas, definidas pela herança genética. A família espiritual é unida pela afeição, simpatia e semelhança das inclinações, felizes por estarem juntos.

À medida que o ser humano ascende na escala evolutiva, absorve valores espirituais que lhe permite estender o seu olhar para além do seu núcleo familiar. Consegue, então, localizar Espíritos afins situados fora da sua família.

Com este reconhecimento, iniciam-se as ligações fraternas com diferentes grupos, os quais, no futuro, se organizarão em aldeias, cidades e nações. Nessa direção, é desenvolvida a noção de família universal, ou de Humanidade destinada a se unir pelos laços de fraternidade universal.

O Espírito Ramatís, no Livro “Missão Planetária”, sobre a nova era da Terra e a caminhada fraterna universal, extraímos alguns ensinamentos: “A missão da Terra é vir a ser a morada de futuros anjos comprometidos com as correntes do amor incondicional. O que se espera é que seus habitantes alcancem um elevado padrão de amor fraterno. (…)

O habitante terreno precisa estar ciente de que o mais importante, neste momento e daqui para a frente, será o esforço de cada um na transformação íntima e na prática da fraternidade, traduzindo assim o verdadeiro sentido da descida vibratória do Cristo Planetário sobre o ambiente físico da Terra, ou seja, a descida de sua vibração de amor e consciência elevada através de cada ser encarnado e desencarnado deste orbe. (…)

… as transformações que estão se processando na Terra, e serão doravante cada vez mais intensas, redesenharão uma nova ordem planetária e terão no amor, na fraternidade, na cooperação e não na competição, na paz e no respeito entre os seres humanos, o seu alcance maior. A revolução Francesa, quando lançou as sementes: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, já preparava o planeta para vivenciar no mundo físico mais denso essas máximas, que a cada dia se instalam um pouco nos corações terrenos. E que amadurecerão mais efetivamente após o saneamento das almas renitentes aos ensinamentos trazidos há 2 mil anos por Jesus”. (RAMATÍS. Missão Planetária)

O Espírito Joanna de Ângelis, no livro “Garimpo de amor”, na psicografia de Divaldo Pereira Franco, ensina: “Alcança-se a plenitude terrena quando se consegue amar. Amar, sem qualquer condicionamento ou imposição, constitui a meta que todos devem perseguir, a fim de atingir o triunfo existencial”. (…)

“Quando alguém empreende a tarefa de ser aquele que ama, ocorre uma revolução significativa no seu psiquismo, e todo ele se transforma numa chama que ilumina sem consumir-se, numa tranquilidade que não se altera”. (…)

“O amor tudo pode e tudo vence. Não se afadigando mediante a pressa, estende-se ao longo do tempo como hálito de vida que a mantém e brisa cariciosa que a beneficia”. (…)

“O amor é um tesouro que mais se multiplica, à medida que se reparte, jamais desaparecendo, porque a sua força reside na sua própria constituição, que é de origem divina”. (…)

“Afinal, sendo de essência divina, nunca será demasiado repetir-se que o amor é a emanação da Vida, é a alma de Deus”.

Assim, estamos diante da Era do Espírito, da transição de um mundo de expiação e provas para um mundo regenerado, em que juntos devemos buscar patamares mais elevados rumo à prática do amor fraterno universal, o amor essencial para impulsionar os nossos progressos moral e espiritual.

Autor: Juan Carlos Orozco

Revisora: Camila Ferreira de Meneses

Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

DENIS, León. O problema do ser, do destino e da dor. 32ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2017.

RAMATIS; HAMOD e AKHENATON (Espíritos); psicografia de Sávio Mendonça. Missão planetária: o princípio, a evolução e o futuro da humanidade. 1ª Edição. Limeira/SP: Editora do Conhecimento, 2016.

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