Os últimos serão os primeiros

“Assim os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos”.  (Mateus, 20: 16)

A Parábola da Vinha do Senhor, ou dos trabalhadores da última hora, trata do convite ao trabalho que o Senhor da Vinha faz a diferentes servidores ao longo dos tempos, e do momento de transição planetária, quando se cumprirão as coisas anunciadas por Jesus, em que Deus procederá ao censo dos servidores fiéis que não recuaram em suas tarefas.

O Senhor da Vinha disponibiliza o trabalho, o local de atuação, a forma e o valor da remuneração. As condições para os trabalhadores são a constância, o desinteresse, a boa vontade e o esforço nos trabalhos que assumiram. O trabalho representa a aquisição das virtudes que enobrece a alma. Os salários são os mesmos para todos, independentemente das horas trabalhadas. A meta será alcançada de forma ativa, perseverante e corajosa.

“Os últimos serão os primeiros” representa aqueles que souberam aproveitar as oportunidades oferecidas pelo Senhor da Vinha até o fim, com perseverança, resistindo às tentações e sem temer os desafios impostos pelas provações. Somente os perseverantes atingirão as metas regeneradoras, como adverte Jesus: “aquele, que perseverar até o fim, será salvo” (Mateus, 24: 13). E mais, “se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8: 31-32).

Permanecendo na Palavra e conhecendo a verdade divina, mediante transformação moral libertadora, a perseverança surge como preceito de conduta nas lutas renovadoras, das quais somos convocados a fazer as escolhas mais acertadas em prol dos mais elevados sentimentos de fraternidade universal.

Com perseverança, fé em Deus e confiança no amor do Cristo, conseguiremos superar as montanhas de dificuldades que surgem no caminho. A perseverança eleva o moral, tempera o caráter tornando-o mais forte, ainda que submetidos a grandes dificuldades.

Assim, é preciso resistir e estar vigilante no combate aos vícios e às paixões, pois larga é a porta da perdição e estreita a porta da salvação. Para transpor a porta libertadora, devemos empreender grandes esforços sobre nós mesmos para vencermos as nossas más tendências. Devemos nos manter no caminho do bem e resistir às tentações, até o último momento de nossa existência terrena, pois, somente assim, os últimos serão os primeiros, e, diante dos inúmeros chamamentos, nos colocaremos na condição de escolhidos.

Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

KARDEC, Allan; coordenação de Cláudio Damasceno Ferreira Junior. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 4ª Edição. Porto Alegre/RS: Edições Besouro Box, 2011.

MIRANDA, Hermínio Corrêa (pelo pseudônimo João Marcus). Candeia na noite escura. 5ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2014.

MOURA, Marta Antunes de Oliveira. Estudo aprofundado da doutrina espírita: Ensinos e parábolas de Jesus – Parte II. Orientações espíritas e sugestões didático-pedagógicas direcionadas ao estudo do aspecto religioso do Espiritismo. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2013.

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