Se alguém caminhar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo

“Jesus lhes respondeu: Não são doze as horas do dia? Se alguém caminhar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; mas, se caminhar na noite, tropeça, porque a luz não está nele”. (João, 11: 9-11)

Para entender esta passagem, há de se contextualizar para buscar a interpretação do ensinamento do Mestre Jesus. Ela ocorre momentos antes da ressurreição de Lázaro.

Pelo Capítulo 11 do Evangelho de João, Lázaro estava enfermo na aldeia de Maria e Marta, em Betânia, quando elas avisaram Jesus sobre aquela enfermidade. O Cristo amava Marta, sua irmã e Lázaro. O Mestre ficou ainda dois dias naquele lugar.

“Depois disto, disse aos seus discípulos: vamos outra vez para a Judéia. Disseram-lhe os discípulos: Rabi, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e tornas para lá? Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz. Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono”. (João, 1: 7- 11)

Jesus tinha um dever, dizendo: “Lázaro está morto; e folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis; mas vamos ter com ele” (João 11: 14-15). Então, ao saber que Lázaro estava enfermo, decidiu voltar para a Judéia.

Neste contexto, confrontam-se: trabalhar com a luz divina, que protege e orienta, sem deixar tropeçar; e a ociosidade sem luz espiritual, que conduz a caminhos sombrios e provoca quedas.

Assim, para socorrer Lázaro, o Mestre decide voltar e caminhar sob a luz divina atendendo a vontade do Pai. A decisão de não voltar seria caminhar na noite espiritual, sem a luz da verdade e da vida, deixando-se dominar pela ociosidade sem obras.

Em outra passagem, na cura de um cego, Jesus disse: “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” (João, 9: 4-5).

O Espírito Emmanuel esclarece em “Não tropecemos”: “Se os braços estacionam, as oficinas adormecem. Ocorre o mesmo nas esferas de ação espiritual. Quantos aprendizes abandonam seus postos, alegando angústia de tempo? Quantos não se transferem para a zona da preguiça, porque aconteceu isso ou aquilo, em pleno desacordo com os princípios superiores que abraça? E, por bagatelas, grande número de servidores vigorosos procuram a retaguarda cheia de sombras. Mas aquele que conserva acuidade auditiva ainda escuta com proveito a palavra do Senhor: – Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia não tropeça”.

Por isso, devemos empregar todo o nosso tempo de luz do mundo fazendo a vontade de Deus e realizar as nossas obras, mediante o trabalho e o esforço edificantes na prática do bem. Assim, decida caminhar na luz do mundo!


Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

EMMANUEL (Espírito); (psicografado por) Francisco Cândido Xavier. Pão Nosso. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2018.

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