Um rebanho e um pastor

“Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor”. (João, 10: 14-16)

Nesta passagem, Jesus retrata a diversidade religiosa de sua época, cuja maioria acreditava em vários deuses. Mesmo entre os judeus, existiam divisões quanto à revelação de Moisés. Apesar da evolução ocorrida, hoje, a situação não é muito diferente, cujos antagonismos religiosos alimentam adeptos na posse exclusiva da verdade eterna.

O Cristo, como o bom Pastor, conhece as suas ovelhas e elas o conhecem, porquanto os adeptos do Cristianismo procuram seguir as suas orientações. Contudo, a mensagem cristã não é crença universal. Daí Jesus anunciar a conveniência de agregar ao seu aprisco outras ovelhas, as que ainda não aceitam ou desconhecem a sua mensagem de amor.

A profecia “haverá um rebanho e um Pastor” indica o surgimento de uma geração nova, solidária e fraterna, que caminhará unida em busca da felicidade espiritual. Representa a idade de maturidade espiritual da Humanidade. A nova geração marchará para a realização de todas as ideias humanitárias compatíveis com o grau de adiantamento a que houver chegado.

Trata-se de uma profecia que será cumprida, possivelmente, durante o período de regeneração, quando a Humanidade estará mais unida por ideias comuns, sobretudo no campo da fé. Estenderemos as mãos uns aos outros, quando todos os homens estiverem convencidos de que Deus é o mesmo para todos, que somos filhos do mesmo Pai e que esse Deus, soberanamente justo e bom, nada de injusto pode querer.

Em um mundo regenerado, esta integração religiosa será um grande desafio, mas tal profecia ocorrerá, cedo ou tarde, pela força das coisas e pela necessidade de se estreitar os laços de fraternidade entre as nações. As pessoas se manterão unidas pela crença em princípios espirituais universais e por um laço de fraternidade. Compreenderão que somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más.

Nesse sentido, o Espírito Emmanuel, em “Unificação”, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, orienta: “Lembremo-nos de que a vitória do Evangelho, ainda não alcançada, começou com a congregação de doze aprendizes, humildes e sinceros, em torno de um Mestre sábio, paciente, generoso e justo, e continuemos, cada qual de nós, no posto de trabalho que nos compete, atentos às determinações divinas, da execução do próprio dever” (Reformador, out. 1977, p. 301).

Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

KARDEC, Allan; tradução de Evandro Noleto Bezerra. A Gênese. 2ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2013.

MOURA, Marta Antunes de Oliveira de (Organizadora). Estudo aprofundado da doutrina espírita: Ensinos e parábolas de Jesus – Parte II: orientações espíritas e sugestões didático-pedagógicas direcionadas ao estudo do aspecto religioso do Espiritismo. 1ª Edição. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2016.

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