Iluminados pela verdade que liberta, somos instrumentos nas mãos do divino Mestre

Quando iluminados pela verdade da Palavra que liberta o Espírito, encarnados e desencarnados transformam-se em instrumentos nas mãos do divino Mestre Jesus, auxiliando, cooperando e cocriando, em plano menor, na obra de elevação intelectual, moral e espiritual do mundo.

O Espírito André Luiz, no livro “Evolução em dois mundos”, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, traz luz ao conhecimento de que as inteligências divinas ligadas ao Criador Supremo, ao seu comando e influxo, em perfeita comunhão, mergulhadas no plasma divino, cooperam com o Criador na construção dos sistemas do Universo, convertendo-os em habitações cósmicas, em um serviço de cocriação no plano maior, tornando-os também agentes colaboradores da Criação. Essas Inteligências ligadas ao Criador, obedecendo às leis de Deus, podem formar ou cocriar, mas somente Deus é o Criador de toda a eternidade.

Em um plano menor, cada um de nós é importante para o todo, pois fazemos parte da construção universal e estamos mergulhados no mesmo oceano fluídico cósmico universal. Assimilando e expressando o pensamento do Criador, cada criatura é detentora de uma capacidade intrínseca, a cocriação em plano menor, inerente à faculdade de pensar, através da qual absorve a força emanante de Deus, moldando-a, à sua vontade, e influenciando, dessa forma, a própria criação.

Jesus disse:

“A Seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros” (Mateus, 9: 37).

“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16: 15).

“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus, 5: 16).

Como governador espiritual da Terra, desde o princípio com Deus (João, 1: 2), Jesus fornece os meios e recursos necessários ao aprendizado humano e, sob o seu jugo amorável, a Humanidade adquirirá a tão esperada iluminação espiritual.

Cristo disse a seus discípulos que eles eram a luz do mundo e o sal da terra, os quais seguindo e praticando os seus ensinamentos e exemplos, auxiliavam a afastar as trevas reinantes dentro deles e de seus semelhantes por meio do Evangelho que ilumina, dá significado à vida e a valoriza.

A palavra divina ilumina, convence, edifica e converte, penetrando as consciências dos seres humanos pela verdade que liberta a alma de todas as paixões viciosas e de todos os sentimentos inferiores que dificultam o progresso na busca da perfeição.

Os verdadeiros discípulos do Mestre Jesus sabem que, pela imortalidade do Espírito, a vida continua além da morte do corpo físico, cujos tesouros celestiais acumulados na bagagem evolutiva em pluralidade de existências iluminam, cada vez mais, o ser integral para os serviços edificantes, quer na Terra como no Céu, em um movimento de progresso universal rumo ao infinito pela eternidade. Os bens espirituais conquistados não perdemos.

A existência na esfera física é abençoada oficina de trabalho, resgate e redenção, em que os atos, as palavras e os pensamentos da criatura produzirão sempre os frutos que lhe dizem respeito no campo infinito da vida.

Por isso, nesse esforço coletivo, Jesus nos convoca resplandecer a luz das nossas conquistas evolutivas em benefício dos companheiros de jornada, estendendo-lhes as mãos no sentido de caminharmos juntos em direção ao Pai. Identificando e aceitando a luz do Mestre, os seres humanos transformam-se, pouco a pouco, em instrumentos de auxílio, em autênticos discípulos, que sabem refletir a luz do Evangelho nas inúmeras atividades de amor e caridade.

Jesus é o caminho, a verdade e a vida. A sua luz imperecível brilha pelos milênios terrestres, penetrando o mundo com o Verbo do princípio (João, 1: 1). Contudo, nem todos estão dispostos a acolher essa luz. Portanto, quem já conquistou certos valores morais elevados e edificantes deve irradiar seus pensamentos, suas palavras, suas ações, suas atitudes e seus gestos como candeias abençoadas sobre seus semelhantes, contribuindo para o soerguimento moral da Humanidade.

O Espírito Emmanuel, em “Cristo e nós”, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, no livro “Fonte viva”, no Capítulo 17, ensina:

“Os homens esperam por Jesus e Jesus espera igualmente pelos homens.

Ninguém acredite que o mundo se redima sem almas redimidas.

O Mestre, para estender a sublimidade do seu programa salvador, pede braços humanos que o realizem e intensifiquem. Começou o apostolado, buscando o concurso de Pedro e André, formando, em seguida, uma assembleia de doze companheiros para atacar o serviço da regeneração planetária.

E, desde o primeiro dia da Boa-Nova, convida, insiste e apela, junto das almas, para que se convertam em instrumentos de sua Divina Vontade, dando-nos a perceber que a redenção procede do Alto, mas não se concretizará entre as criaturas sem a colaboração ativa dos corações de boa-vontade.

Ainda mesmo quando surge, pessoalmente, buscando alguém para a sua lavoura de luz, qual aconteceu na conversão de Paulo, o Mestre não dispensa a cooperação dos servidores encarnados. Depois de visitar o doutor de Tarso, diretamente, procura Ananias, enviando-o a socorrer o novo discípulo.

Por que razão Jesus se preocupou em acompanhar o recém-convertido, assistindo-o em pessoa? É que, se a Humanidade não pode iluminar-se e progredir sem o Cristo, o Cristo não dispensa os homens na obra de soerguimento e sublimação do mundo.

‘Ide e pregai.’

‘Eis que vos mando.’

‘Resplandeça a vossa luz diante dos homens.’

‘A Seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros.’

Semelhantes afirmativas do Senhor provam a importância por ele atribuída à contribuição humana.

Amemos e trabalhemos, purificando e servindo sempre.

Onde estiver um seguidor do Evangelho aí se encontra um mensageiro do Amigo Celestial para a obra incessante do bem.

Cristianismo significa Cristo e nós.”

Ainda Emmanuel, “Na instrumentalidade”, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, no livro “Fonte viva”, no Capítulo 84, esclarece:

“Cada companheiro de serviço cristão deveria considerar-se instrumento nas mãos do Divino Mestre, a fim de que a sublime harmonia do Evangelho se faça irrepreensível para a vitória completa do bem. (…)

É indiscutível a nossa imperfeição de seguidores da Boa-Nova.

Por isso mesmo, guardamos o título de aprendizes.

O Planeta não é o paraíso terminado e achamo-nos, por nossa vez, muito distantes da angelitude.

Todavia, obedecendo ou administrando, ensinando ou combatendo, é indispensável afinar o nosso instrumento de serviço pelo diapasão do Mestre, se não desejamos prejudicar-lhe as obras.

Evitemos a execução insegura, indistinta ou perturbadora, oferecendo-lhe plena boa-vontade na tarefa que nos cabe, e o Reino Divino se manifestará mais rapidamente onde estivermos.”

Por tudo isso, os seguidores de Jesus são o sal da terra, vivenciando a mensagem cristã na sua plenitude, dando sabor à vida e temperando-a com os valores das virtudes morais, sem se corromper. O verdadeiro cristão deve ser também a luz do mundo, como elementos refletores da luz que irradia do próprio Cristo, para resplandecer a luz das nossas conquistas evolutivas em benefício dos próximos e cooperar com a evolução do Cosmo, moldando e plasmando mundos e moradas, de encarnados e desencarnados, como habitações de luz, transformando todo mal de nossa autoria no bem que edifica pelo eterno princípio do amor divino.

Assim, que resplandeça a nossa luz pela carga magnética de sentimentos de fé e esperança em nós próprios e nas pessoas que nos cercam, compreendendo Deus como nosso Pai e reconhecendo que os nossos irmãos se encontram em toda partem, precisando da nossa energia que irradia do amor divino.

Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

EMMANUEL (Espírito); psicografado por Francisco Cândido Xavier. Fonte viva.  1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2020.

LUIZ, André (Espírito); na psicografia de Francisco Cândido Xavier. Evolução em dois mundos. 27ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2018.

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