Amar: como se fosse a primeira vez

Essa reflexão tem como referência o filme “Como se fosse a primeira vez”, em que um funcionário de um zoológico aquático no Hawaii, Henry, conhece uma garota, Lucy, que parece ser tudo com o que ele sempre sonhou na vida em termos de amor e companheira.

Lucy sofre de uma falta de memória de curto prazo, o que faz com que ela rapidamente se esqueça de fatos que acabaram de acontecer.

Toda noite, ao dormir, ela esquece o que viveu naquele dia, em um raríssimo caso de amnésia. Com isso, Henry, sem desanimar com aquela situação, é obrigado a reconquistar o amor de Lucy todos os dias, para ficar ao seu lado.

Alguns, depois de assistir ao filme, poderão extrair da trama o romantismo e a conquista do amor de Lucy por Henry, outros a persistência em manter o amor com quem sempre sonhou viver junto, ou não desaminar quando o amor se abala por um momento, ou a constância de o amor ser conquistado todos os dias para a sua renovação.

Para as nossas reflexões, vamos destacar a constante ação do amor para com os nossos semelhantes, todos os dias das nossas existências, como se fosse a primeira vez.

Deus é amor, tudo foi criado por amor e o movente da evolução para a fraternidade universal é o amor que irradia do Criador e do nosso Mestre Jesus.

Para a ação de amor divino, não há qualquer restrição ou limitação de tempo e espaço, em tudo penetrando, mudando e transformando para a harmonia do Universo.

Assim, devemos doar amor em abundância, todos os dias, como se fosse a primeira vez, conquistar e reconquistar a si mesmo e o seu semelhante, como oportunidade de renovação e regeneração do Espírito tocado pelo amor.

Dê a sua mão para quem precisa de ajuda para se erguer ou reerguer das quedas da vida, transmitindo-lhe fé, confiança, esperança, coragem e consolo para seguir em frente no caminho da verdade e da vida em direção ao Pai.

Perdoe as suas ofensas. Seja indulgente. Angarie amigos. Retribua o mal com o bem. Seja bondoso, justo, piedoso e misericordioso, assim como é o nosso Pai.

Mantenha a confiança e a fé em Deus e no Mestre Jesus, pois no mundo teremos tribulações, mas precisamos caminhar com bom ânimo para superar as provas e as expiações decorrentes das nossas próprias faltas e dos erros do passado, para edificar a futura morada em alicerces perenes que sustentarão a evolução em direção à perfeição a que todos nós somos destinados.

Ame a você mesmo e ao seu próximo todos os dias, sem qualquer restrição, como se fosse a primeira vez, conquistando e reconquistando.

Afaste o egoísmo, o orgulho, o ódio, a raiva, o ressentimento e todos os sentimentos inferiores que atrasam o progresso, em ação de limpeza moral e espiritual do seu coração.

O Espírito Joanna de Ângelis, na psicografia de Divaldo Pereira Franco, em “Não te canses de amar”, ensina: “É possível que a resposta do Amor não te chegue imediatamente. Talvez te causem surpresa as reações que propicia. É possível que as ache desencorajadora. Sucede que, desacostumadas aos sentimentos puros, as pessoas reagem por mecanismos de autodefesa. Insistindo, porém, conseguirás demonstrar a excelência desse sentimento sem limite e mimetizarás aqueles a quem amas, recebendo de volta a bênção de que se reveste. Ama, portanto, sempre.”

Joanna de Ângelis, na psicografia de Divaldo Pereira Franco, no livro “Amor imbatível amor”, em“Amor e Eros”, destaca: “O amor se expressa como sentimento que se expande, irradiando harmonia e paz, terminando por gerar plenitude e renovação íntima. Igualmente se manifesta através das necessidades de intercâmbio afetivo, no qual os indivíduos se completam, permutando hormônios que relaxam o corpo e dinamizam as fontes de inspiração da alma, impulsionando para o progresso. Sem ele, se entibiam as esperanças e deperece o objetivo existencial do ser humano na Terra.”

O Espírito Joanna de Ângelis, na psicografia de Divaldo Franco, em “A Presença do Amor”, traz a seguinte luz:

“O amor – alma da vida – é o hálito divino a espraiar-se em toda parte, manifestando a Paternidade de Deus.

Onde quer que se expresse, imanta quantos se lhe acercam, modificando a estrutura e a realidade para melhor.

No amor se encontram todas as motivações para o progresso, emulando ao avanço, na libertação dos atavismos que, por enquanto, predominam em a natureza humana.

Por não se identificar com o amor na sua realização incessante, a criatura posterga a conquista dos valores que a alçam à paz e a engrandecem.

Sem o amor se entorpecem os sentimentos, e a marcha da sensação para a emoção torna-se lenta e difícil.

Em qualquer circunstância o amor é sempre o grande divisor de águas.

Vivendo-o, Jesus modificou os conceitos então vigentes, iniciando a Era do Espírito Imortal, que melhor expressa todas as conquistas do pensamento.

Se te encontras sob a alça de mira de injunções dolorosas, sofrendo incompreensões e dificuldades nos teus mais nobres ideais, não te abatas, ama.

A noite tempestuosa e sombria não impede que as estrelas brilhem acima das nuvens borrascosas.

Se o julgamento descaridoso te perturba os planos de serviço, intentando descoroçoar-te, mediante o ridículo que te imponham, mesmo assim, ama.

O sarçal aparentemente amaldiçoado, no momento oportuno abre-se em flor.

Se defrontas a enfermidade sorrateira que intenta dominar as tuas forças, isolando-te no leito da imobilidade e reduzindo as tuas energias, renova-te na prece e ama.

O deserto de hoje foi berço generoso de vida e pode, de um momento para outro, sob carinhoso tratamento, reverdecer-se e florir.

O amor é bênção de que dispões em todos os dias da tua vida para avançares e conquistares espaços no rumo da evolução.

Não te canses de amar, sejam quais forem as circunstâncias por mais ásperas se te apresentem.

A Doutrina de Jesus, ora renascida no pensamento espírita, é um hino-ação de amor, assinalando a marcha do futuro através das luzes da razão unida à fé em consórcio de legítimo amor.”

Joanna de Ângelis, na psicografia de Divaldo Pereira Franco, no livro “Garimpo de amor”, em “Amor e compaixão”, temos: “O amor autovitaliza-se, nutrindo-se da própria energia que esparze. No exercício da compaixão por si mesmo, o amor ensina que as criaturas são o que lograram no longo percurso das reencarnações, que ainda se encontram em fase de imperfeição, tendo o direito de errar e de experimentar dislates, não se permitindo, porém, a tolerância de permanecer nos equívocos, nos compromissos infelizes, após tê-los identificado. Também descobrirá que essa renovação não será operada por milagre, por fenômeno apenas do querer, mas sobretudo do empenhar-se pelo conseguir.”

Assim, ame a você mesmo e ao seu próximo todos os dias, como se fosse a primeira vez, pois: “Renasceste para amar, a fim de tornar-se uma fonte generosa de ricas energias que deverás esparzir onde e com quem te encontres. (…) Ama sempre e nunca deixes que o amor se esfrie no teu coração.” (Joanna de Ângelis. Tesouros Libertadores. A força do amor.)

Bibliografia

ÂNGELIS, Joanna de (Espírito); na psicografia de Divaldo Pereira Franco. Amor imbatível amor.  18ª Edição. Salvador/BA: Editora Leal, 2021.

ÂNGELIS, Joanna de (Espírito); na psicografia de Divaldo Pereira Franco. Garimpo de amor.  6ª Edição. Salvador/BA: Editora Leal, 2015.

ÂNGELIS, Joanna de (Espírito); na psicografia de Divaldo Pereira Franco. Tesouros libertadores.  1ª Edição. Salvador/BA: Editora Leal, 2016.

2 comentários em “Amar: como se fosse a primeira vez

  1. Amar é respeitar a vida em toda a sua extensão. Às vezes, influenciados pelos dissabores esquecemos o precioso alimento das nossas Almas.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Prezada Ana Silva, boa noite.
      Muito obrigado pela sua mensagem.
      Um fraterno abraço!
      Juan Carlos

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