Música terrena e música celeste

Essa reflexão tem origem na curiosidade acerca da existência de música no plano espiritual e como seria a sua influência em comparação à que sentimos na existência física.

Isso porque é notória a influência da música em nossas vidas, em que certos tipos de músicas, conforme suas melodias, letras, harmonias e sonoridades, exercem diferentes estados de ânimo nos seres humanos, bons ou ruins, tais como: alegria, paz, calmaria, relaxamento, estímulo, alívio, reflexão, sono, agitação, perturbação, tristeza, dentre outros tantos.

Temos músicas, melodias e harmonias que, por suas belezas e encantamentos, são inesquecíveis e transpassam séculos e séculos. Algumas são até chamadas de transcendentais. Outra tantas, por suas vulgaridades, perdem-se no tempo e são esquecidas. É inegável, ainda, a influência das músicas nos desenvolvimentos das crianças.

Outro aspecto, além de saber da existência de músicas no plano espiritual e suas influências nos Espíritos, era o de pesquisar acerca de manifestações e inspirações nas composições de certas músicas, depois de ler “O Livro dos Médiuns”, Capítulo XVI, em “Dos médiuns especiais”, a respeito de médiuns de efeitos musicais e médiuns músicos, deparando-me com a seguinte narrativa:

“Médiuns de efeitos musicais: provocam a execução de composições, em certos instrumentos de música, sem contato com estes. Muito raros. (…)

Médiuns músicos: os que executam, compõem ou escrevem músicas, sob a influência dos Espíritos. Há médiuns músicos mecânicos, semimecânicos, intuitivos e inspirados, como os há para as comunicações literárias.”

Assim, os Espíritos podem provocar a execução de composições musicais em certos instrumentos ou podem influenciar médiuns músicos em suas composições.

Ainda a respeito desse assunto, no livro “A Gênese”, de Allan Kardec, no Capítulo XIV, em “Os fluidos”, no item 44, somos informados de fenômenos frequentes da mediunidade com a aptidão de certos médiuns, dentre outras, para compor músicas e tocar instrumentos, sem conhecerem a arte musical.

Mais adiante, no mesmo item 44, uma explicação: “A aptidão de um médium para coisas que lhe são estranhas também tem frequentemente suas raízes nos conhecimentos que ele possuiu noutra existência e dos quais seu Espírito conservou a intuição. Se, por exemplo, ele foi poeta ou músico, mais facilidade encontrará para assimilar o pensamento poético ou musical que um Espírito queira fazê-lo expressar.”

Como uma pesquisa puxa outra, em “O Livro dos Espíritos”, na questão 251, Allan Kardec pergunta se os Espíritos são sensíveis à música. A reposta é: “Aludes à música terrena? Que é ela comparada à música celeste? A esta harmonia de que nada na Terra vos pode dar ideia? Uma está para a outra como o canto do selvagem para uma doce melodia. Não obstante, Espíritos vulgares podem experimentar certo prazer em ouvir a vossa música, por lhes não ser dado ainda compreenderem outra mais sublime. A música possui infinitos encantos para os Espíritos, por terem eles muito desenvolvidas as qualidades sensitivas. Refiro-me à música celeste, que é tudo o que de mais belo e delicado pode a imaginação espiritual conceber.” 

Por essa resposta, verificamos que há música no plano espiritual e ficamos sabendo da existência da “música celeste”, com infinitos encantos, cuja harmonia em nada se pode ter ideia na Terra. Os Espíritos vulgares podem sentir prazer nas músicas terrenas, mesmo porque não compreendem outras mais sublimes. A música celeste é o que se tem de mais belo em harmonia, sem comparação no nosso Planeta.

Pode-se verificar que a beleza e o encantamento da música acompanham a evolução moral e espiritual do ser humano, pois que o Espírito vulgar não consegue compreender música mais sublime de infinitos encantos, conforme desenvolvidas as qualidades sensitivas.

A seguir, algumas citações da literatura espírita sobre música no plano espiritual.

“Nosso Lar”

No livro “Nosso Lar”, do Espírito André Luiz, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, temos relatos com referência a música em vários textos, com, por exemplo, no Capítulo 3, em “A oração coletiva”, sobre música que embalsamava o ambiente em todos os núcleos durante a prece, com a seguinte narrativa:

“Mal terminara a explicação, as 72 figuras começaram a cantar harmonioso hino, repleto de indefinível beleza. A fisionomia de Clarêncio, no círculo dos veneráveis companheiros, figurou-se-me tocada de mais intensa luz. O cântico celeste constituía-se de notas angelicais, de sublimado reconhecimento. Pairavam no recinto misteriosas vibrações de paz e de alegria e, quando as notas argentinas fizeram delicioso staccato, desenhou-se ao longe, em plano elevado, um coração maravilhosamente azul, com estrias douradas. Cariciosa música, em seguida, respondia aos louvores, procedente talvez de esferas distantes.”

No Capítulo 11, em “Notícias do plano”, André Luiz faz saber acerca de músicas em vias públicas que procediam das oficinas de trabalho e estimulavam o serviço a ser feito, com alegria, com veremos a seguir:

“Em plena via pública, ouviam-se, tal qual observara à saída, belas melodias atravessando o ar. Notando-me a expressão indagadora, Lísias explicou fraternalmente:

– Essas músicas procedem das oficinas onde trabalham os habitantes de Nosso Lar. Após consecutivas observações, reconheceu a Governadoria que a música intensifica o rendimento do serviço, em todos os setores de esforço construtivo. Desde então, ninguém trabalha em Nosso Lar, sem esse estímulo de alegria.”  

No Capítulo 17, “Em casa de Lísias”, novamente ouve-se música suave de louvor que contribuía para a alegria na prece:

“Sentamo-nos, silenciosos, em torno de grande mesa.

Ligado um grande aparelho, fez-se ouvir música suave. Era o louvor do momento crepuscular. Surgiu, ao fundo, o mesmo quadro prodigioso da Governadoria, que eu nunca me cansava de contemplar todas as tardes, no parque hospitalar. Naquele momento, porém, sentia-me dominado de profunda e misteriosa alegria. E vendo o coração azul desenhado ao longe, senti que minha alma se ajoelhava no templo interior, em sublimes transportes de júbilo e reconhecimento.”

No Capítulo 24, “O impressionante apelo”, tem-se notícias por meio de um receptor, tendo por fundo suave melodia, entre as falas do locutor, para harmonizar e preservar o equilíbrio do ambiente:

“Ligado o receptor, suave melodia derramou-se no ambiente, embalando-nos em harmoniosa sonoridade, vendo-se no espelho da televisão a figura do locutor, no gabinete de trabalho. Daí a instantes, começou ele a falar:

– Emissora do Posto Dois, de ‘Moradia’. Continuamos a irradiar o apelo da colônia, em benefício da paz na Terra. Concitamos os colaboradores de bom ânimo a congregar energias no serviço de preservação do equilíbrio moral nas esferas do globo. (…)

Nesse interim, interrompia-se a música, voltando o locutor. (…)

Interrompeu-se a voz, ouvindo-se divina música novamente. (…)

Calou-se o locutor e voltaram as cariciosas melodias.”

No Capítulo 37, “Preleção da Ministra”, temos a narrativa de músicas de cariciosas melodias durante as pausas da conferência com a ministra Veneranda:

“Depois de longa pausa, a ministra sorriu para o auditório e perguntou:

– Quem deseja aproveitar?

Logo após, suave música encheu o recinto de cariciosas melodias.

Veneranda conversou ainda por muito tempo, revelando amor e compreensão, delicadeza e sabedoria.

Sem qualquer solenidade nos gestos para evidenciar o término da conversação, findou a palestra com uma pergunta graciosa.

Quando vi os companheiros levantarem-se para as despedidas, ao som da música habitual, indaguei de Narcisa, surpreendido:

– Que é isso? Acabou a reunião?”

No Capítulo 45, “No Campo da música”, André Luiz foi conhecer aquele Campo com luzes de indescritível beleza, que banhavam extenso parque, onde se ostentavam encantamentos de verdadeiro conto de fadas. Daquele Campo, temos informações sobre música ligeira, arte sublime e santificada, música universal e divina, e maravilhosa melodia, cuja harmonia dominava o céu local.

 Quando chegaram na entrada, André Luiz notou um “grande grupo de passeantes em torno de gracioso coreto, onde um corpo orquestral de reduzidas figuras executava música ligeira”.

E, “Observando minha admiração pelas canções que se ouviam, o companheiro explicou:

– Nas extremidades do Campo, temos certas manifestações que atendem ao gosto pessoal de cada grupo dos que ainda não podem entender a arte sublime, mas, no centro, temos a música universal e divina, a arte santificada, por excelência.

Com efeito, depois de atravessarmos alamedas risonhas, onde cada flor parecia possuir seu reinado particular, comecei a ouvir maravilhosa harmonia dominando o céu. Na Terra, há pequenos grupos para o culto da música fina e multidões para a música regional. Ali, contudo, verificava-se o contrário. O centro do campo estava repleto. Eu havia presenciado numerosas agregações de gente, na colônia, extasiara-me ante a reunião que o nosso Ministério consagrara ao governador, mas o que via agora excedia a tudo que me deslumbrara até então.”

Em seguida, André Luiz narra sobre a inspiração que vem dos planos mais elevados:

Grandemente maravilhado com a música sublime, ouvi Lísias dizer:

– Nossos orientadores, em harmonia, absorvem raios de inspiração nos planos mais altos e os grandes compositores terrestres são, por vezes, trazidos às esferas como a nossa, onde recebem algumas expressões melódicas, transmitindo-as, por sua vez, aos ouvidos humanos, adornando os temas recebidos com o gênio que possuem. O universo, André, está cheio de beleza e sublimidade. O facho resplendente e eterno da vida procede originariamente de Deus.”

Por fim, no Capítulo 48, “Culto familiar”, André Luiz descreve, em um culto, filhas e netas que se utilizaram de instrumentos musicais, acompanhadas de um coro,  

“– Irmão – disse –, enviemos, agora, a Ricardo a nossa mensagem de amor.

Observei, então, com surpresa, que as filhas e a neta da senhora Laura, acompanhadas de Lísias, abandonavam o estrado, tomando posição junto dos instrumentos musicais. Judite, Iolanda e Lísias se encarregaram, respectivamente, do piano, da harpa e da cítara, ao lado de Teresa e Eloísa, que integravam o gracioso coro familiar.

As cordas afinadas casaram os ecos de branda melodia e a música elevou-se, cariciosa e divina, semelhante a gorjeio celeste. Sentia-me arrebatado a esferas sublimes do pensamento, quando vozes argentinas embalaram o interior. Lísias e as irmãs cantavam maravilhosa canção, composta por eles mesmos.”

Por todas essas narrativas do livro “O Nosso Lar”, ficamos sabendo que existem músicas no plano espiritual, inclusive que elas produzem inúmeros efeitos aos Espíritos que convivem nesse local.

“O Consolador”

No livro “O Consolador”, do Espírito Emmanuel”, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, na pergunta 167, esclarece-se sobre a inspiração musical que vem do mundo espiritual:

“167. Os grandes músicos, quando compõem peças imortais, podem ser também influenciados por lembranças de uma existência anterior?

– Essa atuação pode verificar-se no que se refere às possibilidades e às tendências, mas, no capítulo da composição, os grandes músicos da Terra, com méritos universais, não obedecem a lembranças do pretérito, e sim a gloriosos impulsos das forças do Infinito, porquanto a música na Terra é, por excelência, a arte divina. As óperas imortais não nasceram do lodo terrestre, mas da profunda harmonia do Universo, cujos cânticos sublimes foram captados parcialmente pelos compositores do mundo, em momentos de santificada inspiração.

Apenas desse modo podereis compreender a sagrada influência que a música nobre opera nas almas, arrebatando-as, em quaisquer ocasiões, às ideias indecisas da Terra, para as vibrações do íntimo com o Infinito.”

“Obras póstumas”

No livro “Obras póstumas”, de Allan Kardec, em “A música celeste”, encontramos a narrativa sobre uma reunião familiar, em que o pai leu “O Livro dos Espíritos” a respeito da música celeste, cuja filha, com habilidades musicais, pensava que não havia música no mundo invisível. Mas em decorrência da resposta, aprendeu que a música do Céu era muito mais bela do que na Terra.

Como ela recebia conselhos do Espírito Bellini para suas músicas, pensou: “Como poderia Bellini vir dar-me conselhos e ouvir a minha música?” E continuou: “Foi provavelmente algum Espírito leviano e farsista.”

O pai esclareceu: “Quando os Espíritos tomam um encarnado sob a sua proteção, o objetivo a que visam é fazê-lo adiantar-se”. Assim, Bellini não achava bela a sua música, mas sabendo da sua aplicação e do seu amor pela música, dá conselhos por satisfação.

 Independentemente das sublimes harmonias das músicas do mundo invisível, Bellini aprecia o seu talento, mesmo sem ela ter a menor ideia da música celeste.

Certa noite, o pai da donzela recebeu do Espírito São Luís a seguinte explicação:

“Quando lias à tua filha a passagem de O livro dos espíritos referente à música celeste, ela se mantinha em dúvida; não compreendia que no Mundo Espiritual pudesse haver música. Eis por que depois eu lhe disse que era verdade. Não tendo conseguido persuadi-la, Deus permitiu que, para se convencer, ela caísse em sono sonambúlico. Então, desprendendo-se do corpo adormecido, seu Espírito se lançou pelo Espaço e foi admitido nas regiões etéreas, onde ficou em êxtase produzido pela impressão da harmonia celeste. Foi por isso que exclamou: ‘Que música! que música!’ Sentindo-se, porém, transportada a regiões cada vez mais elevadas do mundo espiritual, pediu que a despertassem, indicando o meio de o conseguirem: com água.

Tudo se faz pela vontade de Deus. O Espírito de tua filha não duvidará mais. Embora, ao despertar, não guarde lembrança nítida do que se passou, seu Espírito sabe agora onde está a verdade. Agradecei, pois, a Deus, os favores com que ela é cumulada. Agradecei-lhe por se dignar de vos fazer conhecer cada vez mais a sua onipotência e a sua bondade. Que suas bênçãos se derramem sobre vós e sobre este médium, ditoso entre tantos outros!”

No livro “Obras póstumas”, de Allan Kardec, em “Música espírita”, selecionei alguns textos para reflexões:

“Deve-se concluir daí que a música é essencialmente moralizadora, pois que leva a harmonia às almas e a harmonia as eleva e engrandece.

A influência da música sobre a alma, sobre o seu progresso é reconhecida por todo o mundo, mas a razão dessa influência geralmente é ignorada. Sua explicação está inteiramente neste fato: a harmonia coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa. Tal sentimento existe num certo grau, mas se desenvolve sob a ação de um sentimento similar mais elevado. (…)

E agora, se considerarmos que a harmonia sai do conceito do Espírito, deduziremos que a música exerce salutar influência sobre a alma, e a alma que a concebe também exerce influência sobre a música. A alma virtuosa que tem a paixão do bem, do belo, do grande e que adquiriu harmonia produzirá obras-primas capazes de penetrar as almas mais endurecidas e de comovê-las. Se o compositor é terra a terra, como expressará a virtude que desdenha, o belo que ignora e o grande que não compreende? Suas composições refletirão seus gostos sensuais, sua leviandade, sua indolência. Ora serão licenciosas, ora obscenas, ora cômicas, ora burlescas; comunicarão aos ouvintes os sentimentos que exprimirem e os perverterão, em vez de os melhorar.

Moralizando os homens, o Espiritismo pode exercer, assim, uma grande influência sobre a música. Produzirá mais compositores virtuosos, que transfundirão suas virtudes ao fazerem ouvidas suas composições. (…)

O Espírito do maestro Rossini virá, em nova existência, continuar a arte que ele considera a primeira de todas. O Espiritismo será seu símbolo e o inspirador de suas composições. – Rossini. (Médium: Sr. Nivart.)”

Assim, constatamos que as músicas, nos mundos físico e espiritual, possuem infinitos tipos, composições, melodias e harmonias, desde as vulgares até as mais sublimes, universais, divinas e celestes.

As suas influências e os seus benefícios também são inúmeros, conforme podemos verificar nos textos citados da literatura espírita.

Por fim, a compreensão de cada tipo de música dependerá do estágio evolutivo do ser humano para perceber e compreender as suas melodias e harmonias, como na resposta da questão 251, em “O Livro dos Espíritos”, sobre música terrena e música celeste:

“Uma está para a outra como o canto do selvagem para uma doce melodia. Não obstante, Espíritos vulgares podem experimentar certo prazer em ouvir a vossa música, por lhes não ser dado ainda compreenderem outra mais sublime. A música possui infinitos encantos para os Espíritos, por terem eles muito desenvolvidas as qualidades sensitivas. Refiro-me à música celeste, que é tudo o que de mais belo e delicado pode a imaginação espiritual conceber.” 

Bibliografia

KARDEC, Allan; tradução de Evandro Noleto Bezerra. A Gênese. 2ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2013.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Livro dos Espíritos. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2021.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Livro dos Médiuns. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

KARDEC, Allan; tradução de Evandro Noleto Bezerra. Obras póstumas. 2ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

EMMANUEL (Espírito); na psicografia de Francisco Cândido Xavier. O Consolador.  29ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

LUIZ, André (Espírito); na psicografia de Francisco Cândido Xavier. Nosso Lar. 64ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2021.

Para acessar o Blog Reflexões espíritas, clicar no link abaixo:

https://juancarlosespiritismo.blog/

Um comentário em “Música terrena e música celeste

  1. Como eu gostaria de escutar as músicas celestes!
    Gratidão

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