A caridade que salva

“Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até o  ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria”. (Paulo, 1ª Epístola aos Coríntios, 13: 1-3, de “O Evangelho Segundo o Espiritismo)

A palavra amor pode ter vários significados até alcançar o verdadeiro significado de amor exemplificado por Jesus Cristo. Do grego, a palavra amor pode induzir a diferentes traduções. Cremos que a tradução da palavra grega usada por Paulo seja o amor ágape, tendo como essência a caridade no sentido mais transcendente possível.

Com essa compreensão, Paulo de Tarso utilizou a palavra que melhor traduz o amor ao próximo em ação, ou seja, a caridade, não ficando em mera retórica verbal ou indagando de que amor estaríamos tratando. A caridade é benevolência para com todos, indulgência e perdão das ofensas; não busca interesses ou reconhecimento, é um amor incondicional.

O Apóstolo Paulo comparou a caridade a outras ações sublimes: “quando mesmo eu tivesse a linguagem dos anjos; quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios; quando tivesse toda a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou”.

E foi além: “A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é injubilosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade.  (Paulo, 1ª Epístola aos Coríntios, 13: 7-13, de “O Evangelho Segundo o Espiritismo)

Dentre as três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade. Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé. É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular.

Paulo de Tarso define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo. Caridade esta que salva e liberta a alma, como diz a máxima Espírita: “fora da caridade não há salvação”.

Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

KARDEC, Allan; tradução de Evandro Noleto Bezerra. A Gênese. 2ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2013.

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