Quem tem ouvido para ouvir, ouça

“Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. (Marcos, 4: 23); “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. (Lucas, 14: 35); “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. (Lucas, 8: 8); “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. (Mateus, 13: 9); “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. (Mateus, 13: 43)

Porque Jesus utilizou tanto a expressão: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”?

O Espírito Emmanuel, em “Ouvidos”, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, disse: “Ouvidos… Toda gente os possui. Achamos, no entanto, ouvidos superficiais em toda a parte. Ouvidos que apenas registram sons. Ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos. Ouvidos que se dedicam a boatos perturbadores. Ouvidos de propostas inferiores. Ouvidos simplesmente consagrados à convenção. Ouvidos de festa. Ouvidos de mexericos. Ouvidos de pessimismo. Ouvidos de colar às paredes. Ouvidos de complicar”.

Continua Emmanuel: “Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e terás contigo os ouvidos de ouvir, a que se reportava Jesus, criando em ti mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria”.

Muitos ouvem a Palavra, entretanto, poucos são os que colocam a lição nos ouvidos. Barreiras diversas levantam-se bloqueando a voz dos Céus, que cegam para as coisas de Deus, e para a surdez seletiva em que, pelo livre-arbítrio, as pessoas somente se voltam àquilo que julgam ser mais importante e prioritário.

Saber escutar é de suma importância para compreender e evoluir intelectual, moral e espiritualmente, principalmente estar em condições de assimilar os ensinamentos divinos, mediante o auto progresso. Ouvir, prestando atenção, conduz para o interior da alma, estimulando cérebro e coração.

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”, Jesus assim se expressava quando de seus ensinos, indicando às pessoas que era necessário entender suas palavras, mas que esse entendimento demandaria do ouvinte uma atenção especial, pois não eram apenas palavras retóricas, mas ensinamentos para a vida. É o alerta que nos informa ser preciso não apenas escutar as orientações, mas aprender a identificar as oportunidades de crescimento que nos alcançam a existência, em geral manifestadas sob a forma de provas.

Sempre surge o momento ou a circunstância favorável à renovação individual. Tais ocorrências se manifestam nos acontecimentos do dia a dia e representam bênçãos oferecidas pela Bondade superior, mas que dependem da capacidade de a pessoa “ouvir” para saber aproveitá-las com êxito.

Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

SILVA, Saulo Cesar Ribeiro da (Coordenação). O Evangelho por Emmanuel: comentários ao evangelho segundo Mateus. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2017.

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