União por laços espirituais

“Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. (Mateus 19: 6)

Interpretando espiritualmente, temos: a união por laços materiais, conforme as leis dos homens; e a união por laços espirituais, segundo as leis de Deus. Destas distintas uniões de seres, podem ocorrer diferentes separações.

As uniões de almas seguem as leis de Deus para a evolução mútua a caminho da perfeição, principalmente para corrigir e restaurar a ordem que rege os destinos dos seres unidos por laços espirituais.

Os efeitos da lei de amor são o melhoramento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrestre, porquanto o amor, que se constrói a partir das relações afetivas, gera as experiências de vidas nas almas que lapidam o egoísmo, o orgulho, a vaidade, os impulsos instintivos, os apegos e tantas outras mazelas.

Os aflitos, de hoje, surgem como antigos infratores da lei de Deus. Equivocados em experiências passadas, renascem sedentos da justiça divina a fim de que possam reajustar sua caminhada evolutiva, refazendo o seu destino. Assim, muitas vezes, pelos laços espirituais, somos devedores em resgate de antigos compromissos. Se não saldar a minha dívida perante o meu semelhante, ela permanecerá.

Por outro lado, as leis humanas são imperfeitas, temporárias e sujeitas às modificações, cujos compromissos nem sempre suprem os imperativos de amor da lei divina. Por conseguinte, a separação de seres por laços materiais segue a lei humana, dissolvendo legalmente o que, de fato, já estava separado, ou a união que nunca ocorreu.

Pelos laços espirituais, algumas uniões resultam de resoluções do planejamento reencarnatório, arrastando débitos que as circunstâncias nos constrangem a revisar hoje, cujos alicerces se consolidam na esfera terrestre e prolongam-se no plano Espiritual, por ensinarem que as ligações humanas respeitáveis objetivam redimir almas.

Assim sendo, quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma. Quando há a união de seres por laços espirituais, estes formam uma família fraterna universal para a evolução de todos. “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”: floresça no jardim que Deus lhe plantou

Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

KARDEC, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.

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