Três vezes me negarás

“Disse-lhe Jesus: em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás. Disse-lhe Pedro: ainda que me seja mister morrer contigo, não te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo”. (Mateus, 26: 34-35)

“Mas tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então todos os discípulos, deixando-o fugiram. Aqueles que prenderam a Jesus levaram-no à presença do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos. E Pedro o seguia de longe até o pátio do sumo sacerdote; e entrando, sentou-se entre os guardas, para ver o fim”. (Mateus, 26: 56-58)

Antes da prisão de Jesus, Pedro e os demais discípulos reafirmaram ao Mestre que não o negariam, o que de fato não ocorreu, pois “todos os discípulos, deixando-o fugiram”. Então, o que sucedeu em suas provas e seus testemunhos naquele momento?

Esta passagem evangélica alerta sobre a importância da oração e da vigilância para não negar Jesus e cair em tentação diante das vulnerabilidades e fraquezas, pois mesmo aqueles em sagradas missões poderão tornar-se vítimas das investidas de entidades tenebrosas que tudo fazem para dificultar o progresso na conquista do reino de Deus.

O Espírito Emmanuel, em “O fracasso de Pedro”, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, esclarece: “O fracasso, como qualquer êxito, tem suas causas positivas. (…) Útil, nesse particular, é o exame de sua invigilância. O fracasso do amoroso pescador reside aí dentro, na desatenção para com as advertências recebidas. Grande número de discípulos modernos participa das mesmas negações, em razão de continuarem desatendendo. (…)

… ainda hoje, muitos amigos do Evangelho prosseguem caindo em suas aspirações e esperanças, por acompanharem o Cristo a distância, receosos de perderem gratificações imediatistas; quando chamados a testemunho importante, demoram-se nas vizinhanças da arena de lutas redentoras, entre os servos das convenções utilitaristas, assestando binóculos de exame, a fim de observarem como será o fim dos serviços alheios. Todos os aprendizes, nessas condições, naturalmente fracassarão e chorarão amargamente”.

Ainda hoje, este quadro se repete, pois muitos continuam a seguir Jesus de longe, temerosos de perder as vantagens que a vida material oferece. Quando convocados ao trabalho edificante na prática do bem e ao testemunho, demoram-se, em suas provas, no “pátio do sumo sacerdote” desenvolvendo tarefas transitórias. Esse modo de agir leva ao fracasso, do mesmo modo como fracassou, naquela prova, o distinto Apóstolo.

Assim, temos que nos revestir da couraça da fé e da decisão inabalável de servir ao Cristo no setor atribuído pelo Alto. Para tanto, devemos orar, vigiar e resistir às tentações, elevando as vibrações com pensamentos sublimes na aquisição de bens espirituais. Então, gratificados seremos por testemunhar e superar todos os obstáculos que a invigilância permitiu crescer no transcurso das nossas experiências.

Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

SILVA, Saulo Cesar Ribeiro da (Coordenação). O Evangelho por Emmanuel: comentários ao evangelho segundo Mateus.  1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2017.

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