A fé sem obras é morta em si mesma

Do Evangelho de Mateus: “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras” (Mateus, 16: 27).

“Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mateus, 20: 28).

Do Apóstolo Tiago: “Meus irmãos, que interessa se alguém disser que tem fé em Deus e não fizer prova disso através de obras? Esse tipo de fé não salva ninguém. (…) Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. (…) Como vês, na sua vida a fé e as obras atuaram conjuntamente. A fé completou-se através das obras. (…) Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé. (…) Porque, assim como o corpo sem o Espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tiago, 2: 14, 17-18, 22, 24 e 26).

Dos textos evangélicos, observamos estreita relação entre existência, fé, obras e servir, que sintetizam as missões terrenas, pois seremos julgados segundo as nossas obras. A fé sem obras, ou serviço edificante na prática do bem, é morta.

O Espírito Emmanuel, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, no livro “Pão nosso”, em “Antes de servir”, esclarece: “Em companhia do espírito de serviço, estaremos sempre bem guardados. A Criação inteira nos reafirma esta verdade com clareza absoluta. Dos reinos inferiores às mais altas esferas, todas as coisas servem a seu tempo”.

Tudo na vida tem o seu tempo e a sua hora: há infância, adolescência e idade adulta. Ao seu tempo de crescimento e amadurecimento, todas as coisas servem.

Acerca do serviço a ser realizado por cada um de nós, Emmanuel acrescenta: “A lei do trabalho, com a divisão e a especialização nas tarefas, prepondera nos mais humildes elementos, nos variados setores da Natureza. Essa árvore curará enfermidades, aquela outra produzirá frutos. Há pedras que contribuem na construção do lar; outras existem calçando os caminhos”.

Com os talentos que Deus nos dá mediante empréstimo, como instrumento para impulsionar a evolução intelectual, moral e espiritual própria e dos nossos semelhantes, o Pai aguarda o esforço correspondente no serviço edificante na prática do bem e da caridade. Pela lei do trabalho, cada um serve nas diferentes tarefas, abrangendo desde os mais humildes elementos até os variados setores da Natureza.

O trabalho dignificante é o serviço que constrói, produz bons frutos, cura e abre o caminho. O que foi disponibilizado por Deus ao homem deve ser utilizado para a prática do bem, objetivando a elevação e o enriquecimento de todos os valores do Patrimônio Universal.

Muitos acham, equivocadamente, que Deus tudo fará por nós sem o devido esforço. Temos que fazer a nossa parte. Jesus, na Terra, com o seu trabalho, exemplificou a felicidade de servir santamente.

Você pode começar a servir hoje. Mesmo se queixando da sua vida, pode começar servindo na edificação moral de seus irmãos, no serviço ao próximo. O servir nos possibilita o crescimento e a elevação moral, compelindo-nos ao trabalho edificante, principalmente pela prática da caridade.

Emmanuel, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, no livro “Confia e serve”, em “Confiar e servir”, ensina:

“Servir é a metade do êxito. Confiar é a outra metade. (…)

Quem serve, sem o propósito de compensação, acumula a simpatia alheia e a força do Bem, suscetíveis de trazer-lhe à cooperação dos outros nas realizações que demande e quem cultiva a confiança nas Leis Divinas, delas recolhe a cobertura defensiva para a caminhada no cotidiano.

Aliás, a Natureza é todo num parque de testemunhos do que afirmamos.

A planta apoia a vida humana, mas, nos prodígios do heliotropismo, ergue-se à procura de Sol e encontra-lhe o calor, a fim de aquecer a própria estrutura.

A semente aceita o berço de barro, no entanto, germina e, em breve tempo, estende frondes protetoras, devendo ao barro a hospedagem para as próprias raízes.

O Apóstolo Tiago, na epístola que dirigiu à Cristandade, afirma em certo versículo: (Tiago, 2-17) “A fé sem obras é morta em si mesma”.

Recordemos o ensinamento e peçamos a Jesus nos auxilie a servir e confiar”. (Confia e serve. Ed, IDE. Confia e servir – prefácio)

Ainda Emmanuel, em “Fé inoperante”, no livro “Fonte viva”, complementa essas reflexões:

“Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. – (Tiago, 2:17.)

A fé inoperante é problema credor da melhor atenção, em todos os tempos, a fim de que os discípulos do Evangelho compreendam, com clareza, que o ideal mais nobre, sem trabalho que o materialize, a benefício de todos, será sempre uma soberba paisagem improdutiva.

Que diremos de um motor precioso do qual ninguém se utiliza? De uma fonte que não se movimente para fertilizar o campo? De uma luz que não se irradie?

Confiaremos com segurança em determinada semente, todavia, se não a plantamos, em que redundará nossa expectativa, senão em simples inutilidade?

Sustentaremos absoluta esperança nas obras que a tora de madeira nos fornecerá, mas se não nos dispomos a usar o serrote e a plaina, certo a matéria-prima repousará, indefinidamente, a caminho da desintegração.

A crença religiosa é o meio.

O apostolado é o fim.

A celeste confiança ilumina a inteligência para que a ação benéfica se estenda, improvisando, por toda parte, bênçãos de paz e alegria, engrandecimento e sublimação.

Quem puder receber uma gota de revelação espiritual, no imo do ser, demonstrando o amadurecimento preciso para a vida superior, procure, de imediato, o posto de serviço que lhe compete, em favor do progresso comum.

A fé, na essência, é aquele embrião de mostarda do ensinamento de Jesus que, em pleno crescimento, através da elevação pelo trabalho incessante, se converte no Reino Divino, onde a alma do crente passa a viver.

Guardar, pois, o êxtase religioso no coração, sem qualquer atividade nas obras de desenvolvimento da sabedoria e do amor, consubstanciados no serviço da caridade e da educação, será conservar na terra viva do sentimento um ídolo morto, sepultado entre as flores inúteis das promessas brilhantes”. (Espírito Emmanuel, na psicografia de Francisco Cândido Xavier. Fonte viva. FEB Editora. Cap. 39)

Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

EMMANUEL (Espírito); na psicografia de Francisco Cândido Xavier. Confia e serve. 1ª Edição. Araras/SP: Editora IDE, 1989.

EMMANUEL (Espírito); psicografado por Francisco Cândido Xavier. Fonte viva.  1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2020.

EMMANUEL (Espírito); (psicografado por) Francisco Cândido Xavier. Pão Nosso. 1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2018.

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