Bem-aventurados os brandos e pacíficos

Bem-aventurados os que são mansos, porque possuirão a Terra. (Mateus, 5: 5)

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. (Mateus, 5: 9)

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mateus 11: 28-30)

Sabeis que foi dito aos antigos: não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo. Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenado no juízo; que aquele que disser a seu irmão: Racá, merecerá condenado pelo conselho; e que aquele que lhe disser: és louco, merecerá condenado ao fogo do inferno. (Mateus, 5: 21-22)

Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. (Mateus 22: 36-40)

Se perdoardes aos homens as ofensas que vos fazem, também vosso Pai celestial vos perdoará os vossos pecados. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados. (Mateus, 6: 14-15)

Esta reflexão focalizará a necessidade de: buscar a paz interior pelos ensinamentos de Jesus; contribuir para a paz na Terra; cultuar a mansidão, a brandura, a candura, a paciência, o equilíbrio e a tranquilidade para com os nossos semelhantes, pela libertação da alma e pelo esforço pessoal; e afastar os sentimentos inferiores de ofensa, cólera, raiva e irritabilidade.

Jesus promete aos brandos e aos pacíficos que justiça será feita, porque herdarão a Terra e serão chamados filhos de Deus.

Devemos considerar que a busca da paz interior (ou de Espírito) vem antes de contribuir para a paz na Terra, porquanto se cada um de nós mudar seu comportamento semeando a paz dentro de si, eliminando os sentimentos inferiores, estaremos contribuindo para a paz no planeta, motivados pelo equilíbrio, pela compreensão e pela boa vontade que, com paciência, saberá plantar o bem e esperar a colheita, sem desespero e sem violência.

“Um dos maiores objetivos do ser humano é a felicidade, em cuja definição, sob qualquer ponto de vista, se insere a paz interior. Vale dizer, aquele que não traz consigo paz íntima não pode gozar da felicidade que plenifica o ser”. (Renato de Vasconcelos Faria, Revista “Reformador”, FEB, nº 2.246, pg. 44 / 298)

Em nossas rotinas e lutas diárias, deparamo-nos com diversas situações conflituosas no ambiente familiar, no trabalho ou nos relacionamentos interpessoal e social, e como nos aborrecemos e irritamos facilmente diante dessas circunstâncias.

Em certos momentos, tendo o ego e o orgulho feridos, reagimos com ira, raiva e violência, seja porque alguém nos disse algo, deu um encontrão, provocou uma fechada no carro, o vizinho nos incomodou, ou qualquer outro fato inesperado e conflituoso.

É por orgulho ferido que discutimos, brigamos e magoamos. É o orgulho, o exagero do amor próprio que deixa de ser amor para tornar-se algo doentio, que dificulta o perdão.

Não queremos perder para ninguém nenhuma discussão e tampouco ser ultrapassados.

Acreditando no direito de defesa e na sobrevivência, reagimos e respondemos na mesma intensidade às ofensas e agressões recebidas e, às vezes, até partirmos para o revide de forma passional. Na sociedade, não são poucos os crimes passionais. Será diante dessas situações conflituosas do cotidiano que esta reflexão trará os ensinamentos do Evangelho de Jesus.

Ofendemos e somos ofendidos, deliberadamente ou sem intenção. Ferimos nossos semelhantes porque não conseguimos frear os impulsos. Uma simples contrariedade é motivo para perder o equilíbrio.

As ofensas contra os nossos semelhantes são várias, tais como: dizer palavras torpes ou depreciativas; recorrer à ironia; fazer brincadeiras de mau gosto; valer-se de crítica destrutiva; desrespeitar as ideias alheias; mostrar gestos indelicados; dirigir-se aos gritos; e tratar o próximo com desprezo. Há certa relação entre orgulho e indelicadeza. Quanto mais orgulhoso, maior a sua tendência para ser indelicado com o semelhante.

É dever do cristão reconhecer os próprios equívocos e desculpar-se. Muitas vezes, sabe que está errado, que cometeu injustiça, mas não pede perdão. Procura todo tipo de justificativa para o seu ato, para não ter de escusar-se. Essa resistência tem o efeito de reforçar a soberba.

O cristão compreende que não pode acomodar-se com comportamento em desacordo com as leis de Deus e precisa aprender a dominar os seus impulsos agressivos e conviver com o próximo sem sair dos padrões do Evangelho.

É preciso controlar os impulsos agressivos: pensar, antes de dizer qualquer coisa; selecionar as palavras a serem empregadas; abolir palavras depreciativas, ironia, brincadeiras de mau gosto, crítica destrutiva, gestos indelicados, gritos; respeitar as ideias alheias; pedir perdão quando não agir adequadamente; praticar o princípio de só fazer ao próximo o que se deseja para se mesmo.

As ofensas exprimem sentimentos contrários à lei do amor e da caridade que deve existir nas relações entre os homens para manter a concórdia e a união.

A cólera é irritação forte, raiva, ira, impulso violento que nos incita contra aquele ou aquilo que nos ofende ou indigna. É comportamento de ferocidade e explosão. A cólera conduz aos sentimentos mais primitivos, das almas baixas ou dos Espíritos inferiores, beirando a selvageria, sendo causa de diversas enfermidades físicas e males psíquicos, sentimentos que impedem se faça o bem e pode levar até à prática do mal. A cólera, sem perceber, conduz a baixos padrões vibratórios que partem de nós aos outros, retornando em forma de angústia e sofrimentos.

Para garantir a sobrevivência, a cólera funciona como mecanismo de autodefesa diante do que acredita ser um perigo. Por isso, deve-se dominá-la, pois poderá invocar forças tenebrosas, proporcionar momento impensado, escuros compromissos, descendo da harmonia à perturbação e vagueando nos labirintos da prova por tempo indeterminado.

Guardemos o ensinamento do Cristo no coração, para que nos sustente as almas na luta salvadora em que nos cabe atingir a redenção do dia a dia. Se deseja seguir Jesus, aprende a dominar os próprios impulsos e eleja a serenidade por clima de cada hora.

Os acessos de cólera não resolvem os problemas. Diante destes males, é preciso estar atento às constantes influências negativas e promover reforma íntima na busca de renovação, transformação e mudança de determinados comportamentos.

Jesus disse para amar o próximo com a si mesmo, mas quem é o próximo?

Pela Parábola do Bom Samaritano, o próximo é o que necessita dos nossos serviços, da nossa palavra, dos nossos cuidados, da nossa misericórdia e da nossa proteção. Quem tem verdadeiramente amor, auxilia o seu semelhante com tudo o que lhe for possível ajudar.

A verdade é que, há dois mil anos, e ainda não aprendemos a amar o próximo como a nós mesmos!

A caridade e a fraternidade tornam-se uma necessidade social. Somente o progresso moral pode assegurar a felicidade dos homens sobre a Terra, colocando um freio nas más paixões; somente ele pode fazer com que reinem a concórdia, a paz e a fraternidade entre os homens.

Assim, a fraternidade não está mais circunscrita a alguns indivíduos que o acaso reúne durante a duração efêmera da vida; ela é perpétua como a vida do Espírito, universal como a humanidade, que constitui uma grande família em que todos os membros são solidários uns com os outros, qualquer que seja a época em que viveram.

A caridade para com o próximo (amor ao próximo em ação) é lei primeira de todo cristão e a benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz afabilidade e doçura, que são formas de manifestar-se. Quando a humanidade se submeter à lei do amor e da caridade, deixará de haver egoísmo.

A meta deve ser buscar a paz interior, a paz de Espírito, dentro do contexto de reforma íntima, mudando nosso comportamento segundo as leis de Deus e os ensinamentos de Jesus e, como consequência, contribuir para a paz na Terra. Com a paz interior, cada um de nós estará semeando a paz na Terra.

O pacífico é amigo da paz. O pacificador trabalha e age em favor da paz.

“(…) o Cristo deixa claro que sem a paz íntima, que se exteriorize em nossas relações sociais, isto é, de dentro para fora, o ser não poderá plenificar”. (Renato de Vasconcelos Faria, Revista “Reformador”, FEB, nº 2.246, pg. 44 / 298)

“Outro desafio é o de superar o egoísmo e o orgulho, que estão na base da impaciência”. (…) Vivemos em constante conflito com nossos irmãos, especialmente nas relações familiares e de trabalho, sempre supondo que sua interpretação subjetiva, às vezes bastantes errônea, do que é justo e correto, deve ser invariavelmente respeitada, sob pena das mais severas censuras”. (Renato de Vasconcelos Faria, Revista “Reformador”, FEB, nº 2.246, pg. 45 / 299)

Nessa perspectiva, a falta de paz interior é sempre resultado direto de nossa ação, quando violamos as leis divinas e os valores maiores da vida, como reação educativa consistente em atrozes sofrimentos e dolorosos tormentos íntimos. (…) o ser experimenta e vivencia a dor, por sua causa própria, como forma de aprender a respeitar e seguir os valores do Criador. A dor humaniza e moraliza a alma!” (Renato de Vasconcelos Faria, Revista “Reformador”, FEB, nº 2.246, pg. 46 / 300)

Inspirados pelo amor ao semelhante e sem mágoas, devemos trabalhar pela paz e pelo entendimento entre os homens. Diante de situações conflituosas, antes da decisão aconselhada pela ira ou pela violência, devemos perguntar ao amor o caminho a ser seguido. E o amor responderá com sabedoria como prosseguir. O amor falará da mansidão, da brandura, da paz e da esperança.

Jesus com humildade e simplicidade, caminhou em meio ao povo cheio de sofrimentos, opulências e maldades. A sua mansuetude encantou e a sua paz ratificou mensagens e ações. Em Jesus, devemos buscar as lições de mansidão nas nossas lutas da vida, que conduz para a libertação da alma pela tolerância, bondade, indulgência e amor ao próximo. Os mansos e humildes possuirão a Terra.

“(…) quando Jesus fala em possuir a Terra, não fala apenas de se permitir que os Espíritos evoluídos permaneçam neste planeta, no momento em que ele for alçado à condição de mundo feliz, quando então aqueles recalcitrantes no mal serão deserdados para mundos inferiores. O Cristo fala, especialmente, em possuir a própria terra interior”.

“(…) a verdadeira revolução nunca é exterior, mas sempre interior. O reino de Deus está sempre dentro de nós, a revolução é sempre íntima. Portanto, os mansos e pacíficos herdarão dentro de si a paz íntima que lhes permitirá a verdadeira plenificação”.

“Nessa perspectiva, a falta de paz interior é sempre resultado direto de nossa ação, quando violamos as leis divinas e os valores maiores da vida, como reação educativa consistente em atrozes sofrimentos e dolorosos tormentos íntimos. (…) o ser experimenta e vivencia a dor, por sua causa própria, como forma de aprender a respeitar e seguir os valores do Criador. A dor humaniza e moraliza a alma!”

“(…) a ferirmos alguém, caiamos, por nossa vez, inevitavelmente entregues aos resultados de nossos golpes, a fim de que sejamos também feridos”. (Renato de Vasconcelos Faria, Revista “Reformador”, FEB, nº 2.246, pg. 46 / 300)

“É veneno que tomamos querendo que o outro morra”!

“(…) somos produtos de nós mesmos”. (Renato de Vasconcelos Faria, Revista “Reformador”, FEB, nº 2.246, pg. 45 / 299)

A resposta do amor exigirá grande esforço e tempo para reflexão, porquanto a prática do amor impõe retribuição. Esforço e tempo estarão conectados com a paciência, no autocontrole emocional que suporta situações desagradáveis, sem perder a calma e a concentração.

Paciência é tolerância com os erros alheios, perseverança, agir sem pressa, ser atento, cuidadoso, saber ouvir, ver, sentir e falar com parcimônia, como resposta à situação ou à ação que aparentemente não tem previsão para se concretizar. Paciência é fé, confiança, acreditar na Palavra e esperar em Deus, no caminho da verdade e da vida em direção ao Pai.

É imprescindível saber suportar para renovar, sofrer para soerguer, apoiar para levantar e renunciar para possuir.

Paciência é perseverar na edificação do bem, a despeito das arremetidas do mal, e prosseguir corajosamente cooperando com ela e junto dela, quando nos seja mais fácil desistir. Liberte a alma, soltando as amarras perturbadoras do egoísmo e do orgulho.

Ante o amor, a dificuldade torna-se desafio, a dor faz-se teste, a enfermidade constitui resgate, a luta se converte em experiência, a ingratidão ensina, a renúncia liberta, a solidão prepara e o sacrifício santifica.

Da consciência da libertação, o equilíbrio emocional se mostra na reação diante de situações inesperadas, em que refletimos antes dessa ação. É preciso identificar o que precisamos trabalhar para encontrar o equilíbrio. A serenidade auxilia a lidar com essas situações, impedindo que elas nos desestabilizem.

Jesus convidou-nos ao equilíbrio, à candura e à humildade, para que aprendamos a possuir, em nome do Pai, todo poder e toda glória da vida. Procuremos, pela tolerância fraterna, a lição sublime para que estejamos seguros nas construções imperecíveis da alma. À frente da crueldade, da violência, da ignorância e da insensatez, mantenhamos acesa a chama do amor.

Jesus ensina obediência e resignação, que não são negação do sentimento e da vontade, ou a submissão ao desejo e à vontade de outra pessoa. Ao contrário, são virtudes que se expressam em ações ativas, porque refletem confiança plena em Deus e em suas leis.

A obediência e a resignação cristãs devem ter o aval da razão e da sensibilidade, através de raciocínios que as tornem compreensivas, demonstrando seu valor e sua necessidade ao viver do homem na Terra e ao seu viver eterno. O cristão se submete às leis divinas, porque confia no seu Criador. Na obediência e resignação cristãs, o homem esforça-se para entender as leis morais trazidas por Jesus pelo consentimento da razão e da sensibilidade, compreendendo serem essas ações morais necessárias para um viver produtivo em ações nobres, de transformações internas e de progresso espiritual.

Entendendo as causas das dores e dos sofrimentos, pela lei de causa e efeito, o ser humano esforça-se pela aceitação dos mesmos, resigna-se, não reclama, não se revolta, não se desespera, porque sabe que esses males são necessários ao seu progresso espiritual. Procura, então, com serenidade e confiança, a libertação com a certeza de que esses sofrimentos lhe trarão benefícios e que esses bens não viriam de outra forma, por causa de sua própria rebeldia. Assim, a obediência é consentimento da razão e a resignação é consentimento do coração, porquanto carregam o fardo das provações.

Com os esclarecimentos e ensinamentos de Jesus, compreendemos que a verdadeira felicidade não é material, mas sim espiritual, a felicidade da paz interior, começando a semeá-la dentro de nós, limpando o nosso coração de todas as impurezas, de todos os sentimentos contrários às leis de Deus.

Em nossa evolução espiritual, a construção da paz interior defrontar-se-á com as situações conflituosas do dia a dia, principalmente aquelas que ocorrem no ambiente familiar, no trabalho ou nas relações sociais. Seremos testados pelas nossas reações, como controlamos os impulsos e enfrentamos os desafios que se apresentam nas lutas diárias.

O livre-arbítrio sempre estará relacionado à decisão a ser tomada, se escolheremos o caminho da mansidão e da paz ou se daremos vazão aos sentimentos inferiores para ferir o nosso semelhante com ofensas.

Jesus disse: “embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão”. (Mateus 26: 52)

Não julgueis, para não serdes julgados. Com a medida com que medirdes, sereis medidos”. (Mateus 7: 1-2) 

Pela Parábola do Joio e do Trigo, depois da ceifa e da colheita, o bem reinará na Terra, no contexto de mundo regenerado, porquanto entre os Espíritos que a vierem habitar, os bons predominarão, porque farão que aí reinem o amor e a justiça, fonte do bem e da felicidade. A Terra será possuída pelos brandos, isto é, pelos que não tentam violentar o próximo nem por atos e nem por palavras.

Os pacíficos serão reconhecidos como filhos de Deus, porque obedecem à lei da fraternidade, sabendo que todos somos irmãos, filhos de um único Pai, que tratam a todos com brandura, moderação, mansuetude, afabilidade e paciência. É em Jesus que devemos buscar as lições de mansidão de que tanto carecemos nas lutas da vida.

Por fim, destaco a mensagem “Aguardemos”, do Livro “Palavras da Vida Eterna”, do Espírito Emmanuel, na psicografia de Francisco Cândido Xavier:

“Em qualquer circunstância, espera com paciência.

Se alguém te ofendeu, espera.

Não tomes de esforço a quem já carrega a infelicidade em si mesmo.

Se alguém te prejudicou, espera.

Não precisas vingar-te de quem já se encontra assinalado pela justiça.

Se sofres, espera.

A dor é sempre aviso santificante.

Se o obstáculo te visita, espera.

O embaraço de hoje, muitas vezes, é benefício amanhã. (…)

Sejam, pois, quais forem as tuas dificuldades, espera, fazendo em favor dos outros o melhor que puderes, a fim de que a tua esperança se erga sublime, em luminosa realização”.

Bibliografia:

ÂNGELIS, Joanna de (Espírito); psicografia de Divaldo Pereira Franco. Leis morais da vida.

BÍBLIA SAGRADA.

EMMANUEL (Espírito); psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro das palavras externas.

KARDEC, Allan; coordenação de Cláudio Damasceno Ferreira Junior. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 4ª Edição. Porto Alegre/RS: Edições Besouro Box, 2011.

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 92ª Edição. Rio de Janeiro/RJ: Federação Espírita Brasileira, 2011.

REFORMADOR: Deus, Cristo e Caridade. FEB Editora. Nº 2.246, Ano 134. Maio de 2016.

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