Elevação de Maria de Nazaré

Esta reflexão trata da elevação de Maria de Nazaré, que poderá ser entendida como o retorno da Mãe de Jesus ao plano espiritual ou Assunção de Maria, dependendo da crença religiosa. Aqui utilizaremos a palavra “elevação”, extraída do livro Boa Nova, do Espírito Humberto de Campos, na psicografia de Francisco Cândido Xavier. Contudo, pouco importa qual a palavra correta diante da magnitude deste Espírito angelical.

A literatura sobre Maria de Nazaré é vasta, igualmente encontramos na literatura espírita, tais como: Boa Nova, do Espírito Humberto de Campos, psicografado por Francisco Cândido Xavier; A Caminho da Luz, do Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier; Caminho, Verdade e Vida, do Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier; Momentos de Ouro, de vários Espíritos, psicografado por Francisco Cândido Xavier; Maria, mãe de Jesus, de Francisco Cândido Xavier e Yvonne do Amaral Pereira; Paulo e Estevão, do Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier; Memórias de um suicida, do Espírito Camilo Cândido Botelho, escrito por Yvonne do Amaral Pereira; Universo e Vida, do Espírito Áureo, psicografado por Hernani T. Sant’Anna; Maria de Nazaré, do Espírito Miramez, psicografado por João Nunes Maia; dentre outros.

A respeito da elevação da Mãe de Jesus, do livro Boa Nova, no Capítulo “Maria”, temos a narrativa do Espírito Humberto de Campos: “A alvorada desdobrava o seu formoso leque de luz quando aquela alma eleita se elevou da Terra, (…) mas, extensas multidões de entidades angélicas a cercavam cantando hinos de glorificação. Experimentando a sensação de se estar afastando do mundo, desejou rever a Galileia com os seus sítios preferidos. (…) Dulcíssimas alegrias lhe invadiam o coração e já a caravana espiritual se dispunha a partir, (…) Emitindo esse pensamento, imprimiu novo impulso às multidões espirituais que a seguiam de perto. (…) Logo, a caravana majestosa conduziu ao Reino do Mestre a bendita entre as mulheres e, desde esse dia, nos tormentos mais duros, os discípulos de Jesus têm cantado na Terra, exprimindo o seu bom ânimo e a sua alegria, guardando a suave herança de nossa Mãe Santíssima”.

Por essa revelação, verificamos que a Mãe de Jesus se elevou da Terra cortejada por entidades angélicas que a cercavam cantando hinos de glória, ao mesmo tempo em que tinha a sensação de se afastar deste mundo, cuja caravana a conduziu ao reino do Mestre.

O Espírito Miramez, no livro Maria de Nazaré, no Capítulo “Missão concluída”, na psicografia de João Nunes Maia, depois da narrativa da vinda de Jesus para buscar a sua mãe, descreveu o retorno da Senhora da Luz ao plano espiritual da seguinte maneira:

“- Vem, mãe! Meu Pai quer que sejas a rainha dos anjos no meu reino!

O perfume recendeu em todas as direções. Uma falange de espíritos-Luzes cantava a alegria dos céus. Luzes e cores inundaram o ambiente. O Cristo, pairando no alto, como que numa carruagem de luz, olhou para Apolônio de Tiana com um sorriso de agradecimento. Este se postava ajoelhando no chão, beijando as luzes que se intercruzavam no ambiente.

 Se Maria, para sua descida à Terra, estagiou nos vários planos da evolução espiritual, para assumir um corpo físico que lhe permitisse ser o condutor da Luz que iluminaria o mundo, o seu regresso às paragens em que mourejam os anjos foi reto. Cumprida a sublime missão de favorecer a instauração de uma nova era para a humanidade, regressa a ambientes condizentes com a sua magnitude de estrela que, conduzida pela vontade do Criador do mundo, vivendo na vigência plena de sua lei, dirige a sua luz própria na direção dos corações que já se conscientizaram de que o progresso é vontade divina, na dobras da evolução de tudo o que foi criado”.

Do texto de Miramez, no fim de sua missão na Terra, com a vinda de Jesus para buscá-la, Maria de Nazaré, recepcionada por uma falange de espíritos-Luzes que cantava a alegria dos céus, aqui entendido como o cortejo de anjos cantando hinos de glorificação referido pelo Espírito Humberto de Campos, regressou direto onde operam os anjos, diferentemente da sua descida que foi estagiando em vários planos de evolução espiritual.

Assim, a Mãe de Jesus, Senhora da Luz, cumprida a missão, elevou-se acompanhada de uma legião de anjos que a glorificavam, sem deixar quaisquer vestígios de seu corpo, assim como ocorreu com Jesus.

Para finalizar, nada melhor do que as palavras do Espírito Miramez para expressar o valor da Nossa Senhora: “Hoje, passados mais de dois mil anos, é que começamos a entender a importante ação deste Espírito luminar que se chamou MARIA, a quem a nossa pequenez espiritual convencionou chamar de Mãe Santíssima e que, piedosamente, aceitou o título, favorecendo-nos ainda com a sua presença maternal junto aos aflitos que, inconformados com a indigência espiritual em que se identificam, buscam o consolo que lhes favoreça a evolução”.

Bibliografia:

BÍBLIA SAGRADA.

CAMPOS, Humberto de (Espírito); (psicografado por) Francisco Cândido Xavier. Boa Nova. 37ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2016.

MIRAMEZ (Espírito); (psicografado por) João Nunes Maia. Maria de Nazaré. 12ª Edição. Belo Horizonte/MG: Fonte Viva, 2011.

XAVIER, Francisco Cândido (psicografado por); PEREIRA, Yvonne do Amaral (psicografado por); CARNEIRO, Edison (organizado por). Maria, Mãe de Jesus. 2ª Edição. São Paulo: Editora Aliança, 2011.

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